Rock 80 Brasil
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Aconteceu no ano de 2014, na Fundição Progresso, Rio de Janeiro, a gravação do DVD da banda de reggae Natiruts. E sabe qual foi a batida diferente que o grupo fez durante o show, e que envolve o bom e velho Rock 80 Brasil? Eles fizeram uma versão à canção "Mensagem de Amor", d'Os  Paralamas do Sucesso.

Autoria de Herbert Vianna, a música foi gravada originalmente no segundo disco do trio, "O Passo do Lui", de 1984.

Já o Natiruts, a melodia é a 15° faixa do álbum "#Nofilter Ao Vivo". Além dessa, o grupo também regravou "Faroeste Caboclo", da Legião Urbana, mas essa fica para uma próxima ocasição!

Bora ouvir as duas versões? Bora!





Taí um trio que, desde o início da carreira musical, sempre colecionou parcerias nas suas canções. E para tratar muito bem desse assunto, hoje o encontro é com a banda Os Paralamas do Sucesso e Marisa Monte em "O amor não sabe esperar".

O convite à Marisa aconteceu em 1998 e, então, a canção foi gravada no 11° álbum dos caras, o "Hey Na Na". A letra - feita por Hebert Vianna - conta também com a participação do Dado Villa Lobos e é embalada no ritmo de reggae.

Chega de papo! E bora conferir!



Já foi dito e reescrito várias vezes aqui: houve um tempo em que os videoclipes brasileiros nada mais eram do que um produto de divulgação feito por determinado programa de televisão. Um dos programas que mais produziu clipes do nosso Rock 80 Brasil foi o Fantástico, da TV Globo (inclusive foi o Fantástico a fazer o primeiro clipe brasileiro, do Ney Matogrosso, que você pode saber mais clicando aqui).
Claro que isso era muito bom, pois colocava o grupo em evidência, mas por outro lado a produção saia um pouco da linha que o grupo ou cantor realmente queria. O próprio João Barone, dos Paralamas do Sucesso já disse:" “Enfim, eram clipes que a gente tinha vergonha de ter participado, mas fazer o quê? Vendo hoje, até que seriam engraçados, se passassem no programa do Chapolin”.
E são deles mesmo que falaremos hoje: dos Paralamas e o clipe "Meu Erro", que está no álbum super recheado de hits "O Passo do Lui", de 1984.
Como é contado no site dos Paralamas, no dia 14 de aril de 1985 o Fantásico exibiu o clipe de "Meu Erro". O clipe conta a história de três motoqueiros em uma competição (Herbert, Bi e Barone), sendo que um deles (Herbert), disputa o amor de uma moça (a atriz Cláudia Magno, falecida em 1984) com outro rapaz.
Mas no caso desta música, a produtora BB Vídeo, que produzia um programa para a TV Record fez um outro vídeo para "Meu Erro", desta vez sem historinha, sem moto, sem amor... Eram os três paralamas fazendo o que eles sabem fazer melhor: tocando. Vamos conferir os dois clipes.



De autoria de Hebert Vianna, "Seguindo Estrelas" é a segunda faixa do décimo terceiro álbum da banda Os Paralamas do Sucesso, o Longo Caminho, de 2002.

Sem muitas delongas, a letra traz uma melancolia por alguém que partiu e as cenas do clipe narram muito bem esses sentimentos de um personagem que tenta se encontrar por diversos caminhos que passa.

Enfim, simbora relembrar esse vídeo clipe do power trio do Rock 80 Brasil? Então bora!







Há 16 anos Os Paralamas do Sucesso gravavam o seu Acústico MTV. Conforme citado no próprio site do grupo, a preparação para esse álbum não foi simples. Era uma época em que parte das bandas e artistas brasileiros já tinha passado pelo selo Acústico. Legião, Gil, Titãs, entre outros fizeram sucesso com esse formato. Agora era é a vez dos Paralamas mostrar o que queriam mostrar.
Foram mais ou menos dois anos de preparação antes da gravação, que aconteceu nos dias 5 e 6 de junho de 1999, no auditório da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. 
O tempo de preparação não foi à toa. O grupo queria, vamos dizer, um acústico diferente. Pensaram desde o figurino até um repertório que fugisse de uma coletânea de sucessos, por isso a opção por músicas "lado B", composições de Herbert fora dos Paralamas e regravações. Uma delas foi a "Feira Moderna", composição dos mineiros Fernando Brant, Beto Guedes e Lô Borges. Então vamos conferir como ficou a versão "paralâmica".


Aconteceu em 2002 o lançamento do "Acústico MTV" da banda de reggae Cidade Negra. Nele, além dos sucessos do grupo, os caras complementaram com um pouco de Rock 80 Brasil. Não entendeu? Calma! A gente explica!

Durante a escolha do repertório, a banda introduziu uma composição feita por Herbert Vianna, "Soldado da Paz" - originalmente gravada no álbum "Longo Caminho" (2002), d'Os Paralamas do Sucesso.

Com um arranjo acústico voltado à melodia, a versão que o Cidade Negra fez, traz uma calmaria e nostalgia à letra que busca refúgios. Diferente do arranjo elétrico que o power trio gravou, com direito a participação de Dado Villa-Lobos na guitarra.

Bora relembrar essa outra batida conosco? Bora!







Há exatos 21 anos Os Paralamas do Sucesso lançavam um álbum que merece destaque em sua trajetória de mais de 30 anos. Estamos falando do "Severino", o oitavo disco da banda de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone.
O disco trouxe as influência do disco solo de Herbert lançado anteriormente, o "Ê Batumaré", em que Herbert fez um mergulho no interior e na cultura brasileira. Entretanto, parece que o público brasileiro não se convenceu desse marco na trajetória da banda. O disco não teve grandes vendagens (no "nível" Paralamas, é claro). A crítica ficou dividida.
Por outro lado, na Argentina o disco arrebentou. Uma das canções do disco de cara já estourou nas rádios do país dos Pérons, a "Dos Margaritas". No Brasil poucas foram as que ganharam destaque nas rádios e tvs. Então vamos conferir o clipe da canção "Dos Margaritas", na versão de los Hermanos.
  


Se um encontro é pouco, dois é bom e três é melhor ainda. Em 2008 Os Paralamas do Sucesso e os Titãs, eternos companheiros de música e de estrada, se juntaram pra valer e gravaram um álbum, o "Paralamas e Titãs - Juntos e Ao Vivo".
Todo bom encontro tem bons convidados. Para festejar tudo isso, subiu no palco o ex-eterno Titã Arnaldo Antunes e, como tudo que é bom pode melhorar ainda mais, subiu também o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser.
Todos juntos no palco tocaram a música "Lugar Nenhum", que está no disco dos Titãs "Jesus Não Tem Dentes no País do Banguelas", de 1987, e que ficou imortalizada na voz de Arnaldo (aliás já falamos como nasceu essa música; não lembra? clica aqui). Chega de papo e vamos conferir esse encontro de Titãs... ops!!! 


Na Divisão Especial do Rock 80 Brasil temos várias bandas que fizeram parte e que até hoje são lembradas como referências daquela época. Entre elas estão Os Paralamas do Sucesso e o Barão Vermelho. Ambas foram criadas no início da década de 80 e no Rio de Janeiro.
Em 2004, na gravação do Uns Dias - Ao Vivo, Os Paralamas do Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, recebeu em seu palco nada mais nada menos que Frejat, o líder do Barão Vermelho. Juntos tocaram e cantaram "Caleidoscópio", música que está na coletânea "Arquivo". Vamos conferir esse big encontro do nosso Rock 80 Brasil. 
 



No dia de hoje, 05 de março, Vital Dias completaria 55 anos. Mas Vital nos deixou na última terça-feira, vítima de câncer. Quem estava em outro planeta nos últimos 30 anos, talvez não saiba que Vital deveria ser (e foi nos ensaios) o primeiro baterista dos Paralamas do Sucesso. A história é assim:
O jornalista Arthur Dapieve conta que no final da década de 70 a família Vianna deixa Brasília e muda para o Rio de Janeiro. A mudança foi a desculpa para o pequeno Herbert se trancar no quarto e mergulhar na sua guitarra Fender. Depois, o amigo  Bi Ribeiro, também de Brasília, muda para o Rio. Compra o baixo. Faltava então um baterista. No cursinho pré-vestibular encontram um cara chamado Vital Dias. O trio estava formado.
No começo era ensaio em todos os finais de semana no apartamento da avó do Bi, a vó Ondina. Com a entrada dos meninos na faculdade os ensaios foram perdendo força até parar e deixar os vizinhos da vó Ondina felizes. Desanimados com a faculdade, eles voltam, agora sim com o nome Paralamas do Sucesso e se inscrevem, em 1981, no Festival da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
Foram desclassificados, mas conseguiram o bônus de tocar no intervalo. Na hora da apresentação, cadê o Vital? Foi um amigo do Bi que sugeriu e foram lá correndo buscar o João Barone. Assim foram levando: um guitarrista, um baixista e dois bateristas. No ano seguinte foram se apresentar de novo em um barzinho na UFFRJ. Cada baterista tocaria duas músicas, revezando as baquetas. Vital tocou, depois veio Barone... e Vital não voltou mais.
Se não ficou conhecido como o baterista dos Paralamas, Vital ficou conhecido por uma música que foi gravada no primeiro disco da banda "Vital e sua Moto". A música fala de um rapaz, o Vital, que comprou uma moto e assim vai. Para quem ainda não sabe o Vital da canção não só existe como foi o primeiro baterista dos Paralamas, antes do João Barone entrar.
No livro biográfico dos Paralamas, o jornalista Jamari França conta uma versão um pouco diferente da que está na letra, versão essa contada pelo próprio personagem da música, ou seja, o Vital. Ele conta que diferente do que escreveu Herbert Vianna, o pai do Vital apoiou sim sua compra de moto, tanto é que ajudou com a grana. Outro fato é que a "prima" lá no final da música ("Ele foi com sua moto ir de carro era baixo astral, minha prima já está e é por isso que eu também vou"), a prima não é do Vital e sim do próprio Herbert, a Lili, com quem o próprio Herbert teve um pequeno romance. Só mais uma pitadinha que o Jamari conta no livro: a versão original não tinha o refrão ("Vital passou a se sentir total com seu sonho de metal"). A frase foi inserida a pedido do produtor do disco "Cinema Mudo" que achou que a música tinha que ter um refrão.
Que Vital chegue com sua moto em um campo cheio de paz!
A noite de sexta-feira, 14, foi regada de muita boa música, pois os correspondentes do Blog Rock 80 Brasil presenciaram e cobriram o show da turnê de 30 anos d’Os Paralamas do Sucesso, no Citibank Hall, em São Paulo. E você poderá conferir na integra o que rolou na capital paulista!


Um pouco mais das 10h da noite e com a recepção de um público caloroso, subia ao palco do Citibank Hall, na capital paulista, uma das bandas consagradas da cena do rock nacional anos oitenta: Os Paralamas do Sucesso.

Com direito a transmissão ao vivo, concedida pelo canal Multishow, o trio começou a noite com “Alagados” e “Bora, Bora”; e mesclando as canções “Patrulha Noturna”, “Cinema Mudo!” e “Ska” com jogos de luzes que contemplavam o início do show.

Além da formação original, Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro, o trio estava acompanhado pelos músicos Bidu Ribeiro (trompete e percussão), Monteiro Jr (saxofone e percussão) e o João Fera (teclados); e seguiram com as canções “Calibre”, “Mensagem de Amor” e a inconfundível “Cuide Bem do Seu Amor”.

É impossível explicar a alegria que transbordava pelo público e a satisfação da banda de dividir os 30 anos de estrada com um misto de gerações, e embalaram a noite com “Me liga/Como Uma Onda”, “Romance Ideal”, “Quase Um Segundo” e “Meu Erro”.
















Herbert Vianna agradecia a todos, desde os fãs a equipe técnica, a participarem daquela noite especial  e entre as canções memoráveis, lá estavam os hits “Óculos”, “Lanterna dos Afogados”, “Na Pista/Meu Sonho” e “Ela Disse Adeus”, e em seguida o público contribuía com um coro de vozes em “Você”, do Tim Maia, “A Novidade”, “Melô do Marinheiro” e a inabalável “Uma Brasileira”.

O setlist que fazia uma revira-e-volta nos grandes sucessos d’Os Paralamas do Sucesso disparou o show com “O Beco”, “Lourinha Bombril (Parate Y Mira)” e a romântica “Aonde Quer Que Eu Vá”.

E por mais que ninguém quisesse se despedir, o trio finalizou a noite com as canções “Caleidoscópio”, “Vital e Sua Moto”; e com direito a dar um pulo em Brasília os músicos fecharam com chave de ouro o show com “Que País É Esse?”, grande sucesso na voz da Legião Urbana.

A turnê de 30 anos da banda passará ainda esta semana pela Cidade Maravilhosa (RJ), e nós, de São Paulo, recomendamos a você que vá, pois será uma das grandes oportunidades de fazer parte da trajetória do power trio Os Paralamas do Sucesso.

Acesse: http://osparalamas.uol.com.br/


Quer conferir as fotos deste show? Basta clicar AQUI.

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Resenha: Ellen Visitário
Fotos: Raphael Prado



Toda banda e artistas do nosso Rock 80 Brasil tem um álbum que é visto tanto pela crítica quanto pelo público como uma referência, seja pelo número de sucessos, pelo estilo... enfim. O dos Paralamas do Sucesso dizem que é o "Selvagem?", lançado em 1986.
Depois de "O Passo do Lui", de 1984, que foi um banquete de hits, e da apresentação no Rock in Rio em 1985, chegou a hora dos Paralamas arriscar com uma nova pegada. E foi o que aconteceu. "Selvagem?" trouxe reggae, ritmos africanos e mais um bocado de coisa que tornou esse álbum especial na carreira do grupo.
No disco está a música "A Novidade", composta por Herbert. Bi, Barone e Gilberto Gil (que participou da "Alagados"). Como conta Jamari França, o clipe da "A Novidade" foi gravado no barco que faz Rio-Niterói. Foram oito viagens para as gravações. Foram contratados atores para incentivar o pessoal que fazia a travessia a se empolgar com a música, mas não precisou não: a galera caiu no ritmo dos Paralamas. 
 



Ao longo dos mais de 30 anos de carreira dos Paralamas do  Sucesso, a música "Vital e sua Moto", gravada no primeiro disco, de 1983, é uma das que não pode faltar no set list dos shows. E não é por acaso. A música foi uma das primeiras gravadas pelo grupo, a  primeira que tocou na Rádio Fluminense e que mostrou que os Paralamas não estavam indo tocar na capital à toa.
A música fala de um rapaz, o Vital, que comprou uma moto e assim vai. Para quem ainda não sabe o Vital da canção não só existe como foi o primeiro baterista dos Paralamas, antes do João Barone entrar.
No livro biográfico dos Paralamas, Jamari França conta uma versão um pouco diferente da que está na letra, versão essa contada pelo próprio personagem da música, ou seja, o Vital. Ele conta que diferente do que escreveu Herbert Vianna, o pai do Vital apoiou sim sua compra de moto, tanto é que ajudou com a grana. Outro fato é que a "prima" la no final da música ("Ele foi com sua moto ir de carro era baixo astral, minha prima já está e é por isso que eu também vou"), a prima não é do Vital e sim do próprio Herbert, a Lili, com quem o próprio Herbert teve um pequeno romance. Só mais uma pitadinha que o Jamari conta no livro: a versão original não tinha o refrão ("Vital passou a se sentir total com seu sonho de metal"). A frase foi inserida a pedido do produtor do disco "Cinema Mudo" que achou que a música tinha que ter um refrão. E não é que ficou bom?



















Foi lá em meados de 2010 que o power trio, Os Paralamas do Sucesso, lançou um vídeo clipe com uma baita participação especial. A canção escolhida foi “Mormaço” e o convidado a dividir os vocais foi o Zé Remalho.
“Mormaço” é a sétima faixa do álbum de estúdio “Brasil Afora”, gravado em 2009; e com direção de Lírio Ferreira, o vídeo clipe pega estrada num formato acústico e num ambiente pra lá de ensolarado.

Chega de papo, né? E bora sentir o “Mormaço” do qual Os Paralamas do Sucesso transmite em suas composições e tendo como participação especial o lendário Zé Ramalho. Baita carona!




São de décadas diferentes, mas ambos estão no nosso Rock Brasil. Estamos falando dos Paralamas do Sucesso e de Raimundos. O que eles têm a ver? Muita coisa, a começar pela origem. Foi em Brasília que Herbert Vianna e Bi Ribeiro se conheceram. E também foi em Brasília que os Raimundos vieram.
No vídeo abaixo, gravado no Festival de Tordesilhas, em Porto Alegre, de 1997, Os Paralamas "mostram" alguns rocks, mas arrebentam mesmo quando tocam "Eu Quero Ver o Oco", dos Raimundos. E para manter a tradição, colocamos também a música gravada pelos Raimundos. Simbora ver e ouvir! 
  

Grandes artistas da música brasileira já serviram como "inspiração" aos nossos ícones do Rock 80 Brasil. E cá estamos nós para mencionar o Tim Maia como inspiração à banda Os Paralamas do Sucesso, pois está registrado no terceiro disco oficial do power trio, Selvagem?, de 1986, a melodia "Você". Linda composição feita por Tim Maia e regravada em um dos melhores álbuns d'Os Paralamas do Sucesso. Simbora relembrar este hit?
























O Rock 80 Brasil já passou por várias interpretações de outros gêneros musicais. E isso não foi diferente com a banda  Chimarruts.
Uma banda de reggae formada no Rio Grande do Sul fez questão de homenagear uma banda que surgiu nos anos oitenta: Os Paralamas do Sucesso; e a canção escolhida foi “Meu Erro”, escrita por Hebert Viana e gravada originalmente no segundo disco do power trio, O Passo do Lui (1984). Já a versão concedida aos gaúchos está registrada no álbum Só Pra Brilhar, de 2012.
Sentiu a diferença geográfica entre os sotaques e ritmos? Então confira esta baita versão vinda de uma banda lá do Sul! E viva a diferença em outra batida!






Os nossos grandes roqueiros estavam cedendo ao mundo Acústico MTV. Titãs já tinha feito, Legião também e outros. E agora chegava a vez dos Paralamas do Sucesso.
O Acústico MTV dos Paralamas  foi gravado no auditório da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 5 e 6 de junho de 1999. Quem esperava um banquete de hits, assim como vinham os acústicos, errou feio, errou rude. Herbert, Bi e Barone vieram com uma lista que agradou principalmente aqueles fãs que idolatram o "lado B" das bandas, com uma pitada de hits e de interpretações. Estã no repertório "Fui Eu", "Manguetown" (do Chico Science), "Bora Bora", Sincero Breu". "Navegar Impreciso" e tantas outras. As participações especiais ficaram a cargo de Zizi Possi em "Meu Erro" com um arranjo belíssimo, e com o amigo Dado Villa-Lobos nos violões em quase todo o acústico. Mais uma preciosidade do nosso Rock 80 Brasil!




As músicas de Chico Buarque sempre foram consideradas um alvo na sociedade. Transparecer críticas através de versos e em cima daqueles que sempre tomaram as dores é, até hoje, uma forma tática deste músico.
E em meios de tantas composições singelas ou até mesmo críticas do mesmo, está carimbado no disco Hoje (2009), d’Os Paralamas do Sucesso, uma versão que o power trio deu para “Deus Lhe Pague”. – Originalmente gravada no quinto disco do carioca, “Construção” (1971).
Deus Lhe Pague é uma composição que retrata, diretamente e com uma pitada de ironia, a melhor forma de agradecer a quem, em meio do caos, da Ditadura que reprimiu e conduziu àquele que cospe no seu prato, mas que te aponta outro culpado.

E foi assim que Os Paralamas do Sucesso retrataram muito bem e em outra batida, estando ou não no meio do caos, o que muitos de nós queríamos e queremos dizer até hoje à quem te permite a sorrir, sambar, fazer a barba e partir: Deus lhe pague!




Além de primar por um bom som, eles sempre primaram por um bom videoclipe. Estamos falando dos Paralamas do Sucesso, do Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone. desde que o clipe é clipe eles sempre usaram e abusaram da boa qualidade (ok, nos anos 80 não poderíamos falar tanto de qualidade). Mas com a chegada da MTV lá no início dos anos 90 o clipe passou a ser tratado realmente como um veículo de divulgação do trabalho do artista.
Entre os tantos clipes dos Paralamas que marcaram época está o da música "La Bella Luna", que está no álbum "9 Luas", de 1996. O clipe traz um clima rústico, com tarefas do dia a a dia e dá a impressão que foi gravada em um take só, pois a câmera vai caminhando entre os cômodos e vai encontrando os personagens, inclusive os Paralamas em vários lugares. Bom, vamos assistir...

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