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Humberto Gessinger estreia a turnê Louco Pra Ficar Legal em São Paulo
Por: Ellen Visitário
Fotos: Gustavo Vara e Raony Correia
Edição: Fabricio Mazocco

Na última quinta-feira, 26, a casa de show Tom Brasil recepcionou duas referências do Rock 80 Brasil para uma noite inesquecível: Humberto Gessinger e Biquini Cavadão. E o blog Rock 80 Brasil foi conferir o que rolou nesse feriado de muita música!

Um gaúcho louco pra ficar legal na capital paulista!

Não eram nem 13h quando a fila para o primeiro show da noite começava a se formar nas mediações do Tom Brasil, que abriria as portas após às 19h30.

Casa lotada! E, então, pontualmente às 21h30 as cortinas se abriram para um cara que veio do sul. Acompanhado pelo guitarrista Nando Peters e pelo baterista Rafael Bisogno, Humberto Gessinger iniciou o show da nova turnê Louco Pra Ficar Legal com "Toda Forma de Poder", "Até o Fim", "Insular" e "Ando Só".

Passando pelas fases de sua carreira desde a trajetória dos Engenheiros do Hawaii, Gessinger relembrou as canções "Surfando Karmas & DNA", "Eu Que Não Amo Você", "Pose" e a clássica "Somos Quem Podemos Ser". E por falar em trajetória, o músico fez questão de dizer que neste ano, ele comemora 30 anos da estreia do seu primeiro disco, o Longe Demais das Capitais, então tocou "Segurança" e "Crônica".

A junção das canções "Dom Quixote" com "Alívio Imediato" fez com que o público cantasse junto e sem parar, tudo em uma só voz. "Faz Parte", "Pra Ser Sincero" e "O Preço" também estavam na setlist de um show que marcava uma nova empreitada na carreira musical de Humberto Gessinger. E "Pra Ficar Legal" foi a canção que fez jus como trilha sonora a esta nova turnê.

Rodrigo Tavares participa do show do Humberto Gessinger no Tom Brasil
Em seguida, "Refrão de Bolero" e "Piano Bar" eram interpretadas com novos arranjos e com a euforia dos fãs que cantaram cada sílaba. Mas o auge mesmo durante as quase duas horas dedicadas a este show, foi quando o guitarrista Rodrigo Tavares, que participou do disco e tour Insular, subiu ao palco como convidado e tocou ao lado dos caras a inconfundível "Infinita Highway".

Logo depois, a despedida e o agradecimento dos músicos naquele palco aconteceram com as músicas "Sampa no Walkman", "Terra de Gigantes" e "Exército de Um Homem Só".

Te levando sem destino ao som do Biquini Cavadão...

E como diz aquela frase: "o show tem que continuar." E continuou!

Enquanto a equipe técnica fazia os ajustes necessários para o 2º show da noite, o intervalo foi comandado pelo DJ que animava o público.

Tudo pronto! E lá subiram no palco Bruno Gouveia no vocal, Carlos Coelho na guitarra, Álvaro Birita na bateria, Miguel Flores nos teclados e os músicos convidados Marcelo Magal no contrabaixo, Walmer Carvalho no saxofone e percussão e o guitarrista de apoio Figurótico. 

Então a banda abriu o show com "Tédio", "É Dia de Comemorar", "Mundo da Lua" e "Roda Gigante". Depois, Bruno anunciou a nova canção que prestigiava a turnê Me Leve Sem Destino, a "Livre", composição inspirada nos protestos que aconteceram no país recentemente.

Bruno Gouveia leva o público ao delírio no Tom Brasil
As próximas foram "Impossível", "Múmias" e a inabalável "Vou Te Levar Comigo". Os fãs, que não aparentavam nem um pouco de cansaço, cantaram junto "Quando Eu Te Encontrar", "Daniela", "Uma Brasileira" - canção d'Os Paralamas do Sucesso - e a inédita "No Mesmo Lugar".

Os hits "Vento Ventania", "Quanto Tempo Demora Um Mês" e "Carta Aos Missionários" (de Uns e Outros) também completaram a noite regada de muito rock nacional anos 80. E logo após as canções "Chove Chuva" (de Jorge Benjor) e a romântica "Timidez", Coelho e Marcelo Magal deram um show à parte tocando em seus riffs arranjos de ícones do rock internacional.

E para encerrar o show, o Biquini Cavadão recebeu o Supla para cantar a autêntica música "Zé Ninguém". E agradeceu os fãs com a versão original de "Tédio" - música que abriu o caminho em 1985 para que a banda se tornasse o que ela é hoje.

De fato, foi uma noite marcante no Tom Brasil. Assim como foi para o gerente de treinamento, Luciano Rocha, 40, que pela primeira vez via a banda Biquini Cavadão ao vivo e a cores, diferente com o músico Humberto Gessinger, que sempre o acompanhou e o conheceu pessoalmente no início dos anos noventa.

Embora Luciano seja um admirador das bandas dos anos 80, ainda quando era criança, ali na casa de show, ele presenciou os integrantes como "eternos garotões". E ainda comentou que a autenticidade de Bruno Gouveia foi o que mais chamou sua atenção durante a apresentação. "Foi um show bem dinâmico do começo ao fim, o Bruno tem uma ótima postura e espírito de palco, chama o público pra ele. E fora que tem um diferencial no show: o telão fazendo alusão com as mensagens que as músicas transmitem", comentou.

E pra você conferir de perto tudo isso que aconteceu durante o show do Biquini Cavadão, assim como a apresentação do Humberto Gessinger, basta acompanhar a agenda dos respectivos artistas.

Sites oficiais: Humberto Gessinger e Biquini Cavadão

E boa diversão!



Por: Ellen Visitário
Fotos: Quintaneira

Em 18 de março a casa de show Audio Club recebeu duas bandas consagradas para celebrar suas respectivas trajetórias. E quer saber como foi? Então confira agora com o Blog Rock 80 Brasil como foram as apresentações do Nenhum de Nós e Biquini Cavadão em São Paulo.


Não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar...

E mais uma vez a capital paulista recebia o Nenhum de Nós para apresentar a sua nova turnê, mas pela primeira vez, o show acontecia na Audio Club, na zona oeste da capital paulista. E que show!

Pouco depois das dez horas da noite subia ao palco o grupo gaúcho. Cercado com a euforia dos fãs, que por sinal, não eram poucos, a banda iniciou o show com os hits "Milagre" e "Eu Não Entendo". Em seguida, e com um arranjo totalmente diferenciado em relação a versão original, Thedy cantou "O Astronauta de Mármore", continuou com "Descompasso", "Diga a Ela", "Das Coisas Que Não Entendo" e "Sobre o Tempo".

Nem o público e muito menos o Nenhum de Nós escondiam o prazer de estar ali numa noite que resgataria tantas lembranças nas composições da banda. Nos possíveis intervalos das músicas, Thedy agradecia imensamente àqueles que faziam de suas composições, a  sua trilha sonora.

Embora o set deste respectivo show fosse limitado, os gaúchos não deixaram de falar do seu novo álbum,  Sempre É Hoje, que por sinal já estava na ponta da língua do público. E a prova disso foi quando a canção "Foi Amor" aconteceu durante a apresentação, que tanto os fãs quanto o Thedy cantavam intensamente cada estrofe.

"Amanhã ou Depois" seguia com um coro de vozes que sobressaía a voz do Thedy, assim como "Julho de 83". 

Com destaque no recém-lançado disco Sempre É Hoje, Thedy confessou que o álbum é uma singela homenagem ao argentino Gustavo Cerati, da banda Soda Stereo, e em homenagem ao músico que faleceu há quase 2 anos. o show prosseguiu com a versão original de "Musica Ligera".

Logo depois, o grupo reverenciava a noite com "Você Vai Lembrar de Mim", "Paz e Amor" e agitada "Vou Deixar Que Você Se Vá".

São três décadas dedicas à música, e é claro que não poderia faltar a mais esperada da noite, "Camila" - uma canção feita nos anos oitenta, mas tão presente nos dias atuais. E assim, o Nenhum de Nós se despediu do público com a sensação de dever cumprido!

O show tem que continuar. E continuou!

Enquanto a equipe de som e a produção corriam para acertar os detalhes para a próxima atração, o público não disfarçava a ansiedade à espera do Biquini Cavadão, que aliás, trazia pela primeira vez à capital paulista a turnê "Me Leve Sem Destino".

Ajustes feitos. Todos prontos! E o Bruno Gouveia com a sua trupe subiam ao palco da Audio Club com as canções "Tédio", "É dia de Comemorar", "No Mundo da Lua" e "Janaína" na ponta da língua.

Os fãs da banda cantavam todas e prosseguiam sem exitar com as músicas "Roda Gigante", a inédita "Livre" e "Impossível". Além de fazer um giro nas composições que marcam os 30 anos de carreira do Biquini Cavadão, Bruno Gouveia convidou o Thedy Corrêa para dividir as melodias "Camila" e "Múmias".

"Vou te Levar Comigo" e "Quando Eu te Encontrar" fizeram com que a voz do público se intensificasse a cada respectivo refrão; e todos continuaram com "Daniela", "No Mesmo Lugar", "Vento Ventania" e "Quanto Tempo Demora Um Mês".

Além de "Entre Beijos e Mais Beijos" e "Carta Aos Missionários" que estavam no setlist, os caras do Biquini tocaram "Chove Chuva", "Em Algum Lugar do Tempo" e "Timidez".

O Bruno Gouveia e todos da banda agradeciam imensamente por cada um compartilhar a vinda da nova turnê a São Paulo e, além disso, por escolher uma música do Biquini Cavadão para retratar um momento de sua vida. E antes de encerrar o show, Carlos Coelho acompanhado pelo baixista Marcelo Magal deram um show à parte: dominaram o palco. E com riffs de guitarra, Coelho tocou os hits do rock mundo afora. Logo após, a banda retornou ao palco e fecharam a noite com "Zé Ninguém", "Meu Reino" e a versão original de "Tédio", música que embalou a trajetória da banda nas rádios no início dos anos oitenta.

E a Audio Club pôde presenciar duas bandas que registraram o quanto o rock nacional ainda vive. Quem sabe, por mais 30 anos. Ou além disso, a vida inteira.



Visitem:
Nenhum de Nós - http://nenhumdenos.com.br/
Biquini Cavadão - http://www.biquini.com.br/melevesemdestino/


Por: Ellen Visitário   Edição: Fabricio Mazocco  Fotos: Teca Lamboglia e JLChinelato

No último domingo, 06, Humberto Gessinger encerrou a turnê Insular com um show na capital paulista. E antes que as cortinas se abrissem na casa de show Tom Brasil, o músico recebeu e conversou com o blog Rock 80 Brasil sobre o que o futuro lhe reserva na nova turnê, Louco Pra Ficar Legal.  

Acabando o que não tem fim...

Dessa vez, a ocasião era outra. Não era apenas uma simples apresentação na capital paulista. Era o fim de um recomeço próximo.

Humberto Gessinger se encontrava em um palco que do qual se despedia da turnê Insular. Mas... Nada de clima de tristeza nos olhos por encerrar este ciclo, apesar de um céu nublado que rondava a casa de show na zona Sul.

Ao som do fim de um breve ensaio de um show que estava prestes a acontecer, Gessinger bateu um papo sobre o que o futuro lhe reservava com a transição da turnê Insular (Ao Vivo) à turnê Louco Pra Ficar Legal.

Durante os 150 lugares que o gaúcho de uma banda só passou em turnê, algum desses devem ter prendido a sua atenção. Ele disse que gosta de traçar a estrada como uma coisa só: conhecendo as especificidades de cada lugar, mas não tentando privilegiar nenhuma. “Tenho várias lembranças em cada lugar. São Paulo, por exemplo, tem essa característica de ser a locomotiva do país. Pra quem não é daqui, e está chegando, é um sintoma de que o seu trabalho está chegando no mundo real mesmo. Belo Horizonte tem um significado: tem um público muito doce. E Porto Alegre por ser um lugar onde comecei. Mas eu gosto muito da estrada, eu gosto muito de cidades que, aparentemente, não tem nada de especial. Em cidades pequenas eu gosto muito de tocar. Pra mim, tanto faz palco grande ou pequeno.”

Ali, o último show da turnê Insular era considerado como um grande passo do que estava por vir em vez de ser tratado como um encerramento. Humberto contou que as próprias músicas da turnê Insular foram abrindo as portas para as músicas que vão entrar na próxima turnê, uma espécie de renovação no repertório. Sublinhado com os testes de luzes que a equipe traçava em direção ao palco antes do show acontecer, Gessinger completou: “Por outro lado, permanece a estrutura, músicas de todas as fases da minha carreira com essas três instrumentações (baixo/guitarra, teclados e gaita). Tem muita gente que está começando a acompanhar o Insular agora, e isso é uma coisa que não tem como evitar. Sempre foi assim. E acho que a gente tem que seguir em frente porque os trabalhos que a gente fez continuam rolando. A gente não pode esperar todo mundo absorver eles pra gente seguir em frente” – Mas além dessa percepção construtiva, Humberto destacou que “Louco Pra Ficar Legal” será a continuidade desse último formato. Ele já vinha há dez anos com trabalhos em ambientes acústicos, como o Acústico MTV; Novos Horizontes; e Pouca Vogal, mas aí o Insular apareceu e marcou a sua volta no baixo.

Nando Peters. Foto: JL Chinelato
Nando Peters e a sua sensibilidade especial nas guitarras

Hora do show. Todos sabiam que Esteban Tavares encontra-se em outra fase profissional: dedicado ao seu trabalho solo. Com a casa lotada, o público recepcionou outro guitarrista, ainda tímido, porém, dono de um sublime talento que soava nas cordas de seu instrumento: Nando Peters.

“O Nando eu conheci quando eu participei do Acústico do Cidadão Quem, ele tocava guitarra, e aquilo me chamou atenção porque o Duca Leindecker é um grande guitarrista e eu ficava pensando: ‘Pô! O que será que esse cara tem pro Duca estar tocando com ele?’. Fiquei super curioso! Eu senti que ele tinha uma sensibilidade especial. Depois eu vi outros trabalhos dele e ele ficou no meu radar – e ele é um cara que toca baixo também, o que é sempre um perigo tocar mais de um instrumento por que ao mesmo tempo que ele pode te dar uma visão mais ampla da música, pode ser uma coisa também que não te deixe fincar pé em nenhum dos mundos. E eu sei por que eu passo por isso –, então eu dei uma sacada nele, meio de longe.  E aí quando pintou do Tavares se dedicar ao trabalho dele, me ocorreu logo tocar com o Nando. Para além do lance musical que, claro, tem que funcionar sempre, tem um lance de conceito: ele é muito rápido pra sacar. E o meu trabalho não é uma coisa muito simples por que tem várias especificidades nessas músicas que eu toco, então para se encaixar, tem que ser alguém que esteja afim de – além de tocar – pensar e se dedicar a se encaixar nessas especificidades do meu trabalho. E o Nando foi um cara ideal”, disse Humberto, no momento em que uma seguidora do blog Rock 80 Brasil, a Luana Paz, enviou uma pergunta sobre como o eterno líder dos Engenheiros do Hawaii conheceu o Nando Peters. Respondido!

E mesmo que o Esteban Tavares tivesse a vantagem de ser super familiarizado com o repertório da carreira musical de Gessinger, Nando se destacou ao tocar ao longo do show as canções “Toda Forma de Poder”, “Todo Mundo É Uma Ilha + Sopa de Letrinhas” e a junção de “Milonga Orientao” com “Longe Demais das Capitais”, além das músicas que contemplavam o set de uma turnê de três anos. De fato, o Nando é dono de uma sensibilidade imensurável.

E os preparativos da turnê Louco Pra Ficar Legal?

Justamente por trazer um novo guitarrista ao trio, perguntei ao Humberto como estavam os ensaios destas últimas apresentações com o disco “Insular” (ao vivo) e com migração à futura turnê Louco Pra Ficar Legal. Dono do humor mais imprevisível possível, disse: “Tem aquela piada entre uma banda americana e uma banda inglesa. Dizem que na banda americana, eles marcam 04 horas de ensaio, ensaiam 03 horas e 45 minutos e conversam em 15 minutos. Já a banda inglesa é o contrário: ensaiam em 15 minutos e durante 03 horas e 45 minutos eles conversam. E a gente conversa meio a meio com o que toca. Eu acho que música é muito mais do que as coisas das notas, é uma coisa de entrar na mesma frequência mental. E a cada ano é mais difícil pra quem vem tocar comigo porque a cada ano, tem um ano de mais história”. 

Entretanto, Gessinger deixou explícito que os ensaios estão sendo bem legais, pois lhe dá a chance de resgatar as ideias sobre as suas novas-velhas canções dessas três décadas dedicadas à música. “Essa mudança de repertório nos obriga a ensaiar bastante – o que é bom pra mim mesmo, porque têm várias ideias que eu tive na época do Minuano para uma canção, como ‘Faz Parte’, que, por exemplo, vou tocar na nova turnê. Então esses ensaios são bons para eu relembrar das minhas ideias, porque quando a gente grava uma música, ela é muito nova pra gente, ela tende a amadurecer. Eu gosto das outras versões das canções dos artistas porque quando a gente grava, ela, geralmente, é quase uma desconhecida: ela ganha nesse negócio de ter um frescor muito grande, mas ela perde pouca familiaridade”. Disse também que cada vez mais gosta de ensaiar e de ficar misturando sons, mas que cada vez menos tem a ansiedade de lançar música nova, então por isso não tem previsão de quando irá lançar um CD solo com músicas inéditas. “Eu tenho algumas coisas novas, mas eu não tenho mais essa ansiedade, o que é bom por que te deixa mais tranquilo para esperar o momento certo – como aconteceu com o disco Insular”.

Um trio que veio lá do sul no palco do Tom Brasil. Foto: Teca Lamboglia
Louco Pra Ficar Legal. Por quê?

“Eu acho que a gente está numa fase muito cerebral, muito superficialmente engajado, e, no fim, nunca ninguém não se diz a verdade. Estamos todos loucos pra ficar legal. E ‘ficar legal’ não é uma coisa completamente objetiva e racional, tem um pouco de loucura nisso – loucura num bom sentido. E tem esse jogo do 'louco' que pode ser entendido como desejo ou irracional”. 

Além de ser uma canção do álbum Surfando Karmas & DNA, Gessinger destacou que “Louco Pra Ficar Legal”, uma de suas músicas preferidas, entrará na nova tour, e disse também como é gratificante ver o público se conectando com o título da nova turnê. “Acho bacana quando as pessoas tomam posse do conceito – por exemplo “Londrina Pra Ficar Legal”. Com o Insular demorou um pouquinho mais. O Insular tinha uma coisa gráfica muito bacana, que é a palavra SUL no meio do título, já o Louco Pra Ficar Legal cai mais na seção dos títulos longos.”

Já a gravação do DVD desta nova turnê que o Humberto mencionou em um texto publicado no BloGessinger, o músico disse que já existem algumas opções de lugares, mas ainda não bateu o martelo, pois a escolha não é muito simples. “Tem o lance do público, da logística. Eu queria fazer uma coisa diferente do Insular (ao vivo), algo mais controlável, mostrar um lado menos expansivo nesta tour. Mas também é uma ideia que eu tive agora, vai depender de tudo como as canções vão soar nos shows”. E mais: “com o tempo, eu aprendi que o grande truque é tu treinar para ficar mais aberto, flexível para sacar os sinais que a vida te manda, não tentar sair com tudo pré-determinado”.

A apresentação na capital paulista foi uma ponte para quem quiser presenciar o show que o trio fará em Pouso Alegre/MG, no próximo dia 18. Neste show, Gessinger classificou como sendo a transição da transição. “Em Pouso Alegre, a gente vai tocar algumas canções da tour nova, mas serão três ou quatro. Porém, vai seguir com o cenário do Insular e grande parte das músicas do Insular. Mas vai ter sim alguma coisa nova aos fãs.”

A retomada da história dos Engenheiros do Hawaii e do Augusto Licks em 2016

Não dava para tocar no assunto futuro sem citar, ao menos, o passado. Durante muito tempo, o Humberto Gessinger liderou a banda Engenheiros do Hawaii que, por sinal, ganhará uma biografia em 2016, assim como também o guitarrista Augusto Licks, que tocou nos Engenheiros entre 1987 e 1993. Sobre a retomada da história dessas respectivas trajetórias, disse: “Eu acho legal que as pessoas se interessem pelo lance que a gente fez e que falem a respeito. Uma biografia nunca é definitiva, então quanto mais gente escrever, mais próximo se chega de onde nunca vai chegar: que é uma visão mais definitiva e certa. A gente sempre se aproxima da história, então quanto mais facetas, melhor.”



Quer ficar louco pra ficar legal na próxima turnê do Humberto Gessinger? Então visite:

http://blogessinger.blogspot.com.br/
Na primeira quinta-feira de julho, 02, os correspondentes do Blog Rock 80 Brasil foram encarregados de conferir o lançamento do álbum "Sempre É Hoje" da lendária banda gaúcha Nenhum de Nós.

O show aconteceu no Teatro Bradesco, localizado na zona oeste de São Paulo e com direito a participação pra lá de especial. Bora conferir como foi? Bora!


A quinta-feira regada com um arzinho frio e calculista por fazer jus a estação do ano onde nós nos deparamos, não dispersou a vontade do público de presenciar a volta do Nenhum de Nós a São Paulo. Afinal, a ocasião demonstrava um passo a mais na carreira da banda, pois os caras vieram - e com tudo! - lançar o álbum "Sempre É Hoje", no Teatro Bradesco.

Percebia com nitidez a ansiedade que os fãs, de várias gerações, expressavam enquanto esperavam um show que prometia a colher inúmeras recordações. E o último sinal foi dado: um público eufórico e ansioso acomodava-se no espaçoso Teatro, os jogos de luzes foram direcionados ao palco e em seguida as cortinas se abriam acompanhadas por uma vinheta e por um telão com a imagem da capa do novo disco. Lá estava a banda, de quase trinta anos de estrada, começando uma nova turnê.

O carro-chefe que abriu o show foi o novo single da banda, "Milagre", e em seguida os caras emplacaram com "Eu Não Entendo" e "Descompasso". Além da nova e exemplar versão que o Nenhum de Nós fez à inconfundível música "Astronauta de Mármore", o grupo embalou a noite paulistana com "Total Atenção", "Diga a Ela", "Das Coisas Que Eu Não Entendo" e "Sobre o Tempo".


Era incrível que mesmo com tantos anos de trajetória, Thedy Corrêa não cansava de dizer aos quatro ventos o quão se sentia "com frio na barriga" por estar iniciando uma turnê excepcional e por se sentir contente em dividir essa nova fase com quem o acompanha desde sempre.

E para eternizar esse momento, feito um abraço duradouro, a banda que arrecadou tantos fãs nesses quase 30 anos, recebeu ao palco uma cantora que também se intitula como fã do grupo gaúcho. Estamos falando da Roberta Campos, que com sua voz doce e singela, dividiu os vocais na canção "Foi Amor", fazendo com que o Thedy embargasse a voz pela emoção que protagonizou a tão esperada participação especial da noite. E logo após, os músicos emendaram com uma música de autoria da Roberta Campos, a melodia "De Janeiro a Janeiro".

Um público perplexo e com os olhos vidrados às antigas e recentes interpretações que o Nenhum de Nós apresentava, o show prosseguiu com as canções "Caso Raro", "Julho de 83" e a "Amanhã".
Com tantas composições marcadas e assinadas pelos integrantes nesta longa data de estrada, Thedy destacou, durante o show, que o álbum Sempre É Hoje é uma homenagem ao eterno líder da banda Soda Stereo, o Gustavo Cerati - falecido em 14 de setembro de 2014; e então, o vocalista gaúcho perpetuou e fraternizou a ocasião com uma singela homenagem ao grupo argentino, cantando  a agitada "Musica Ligera".



Mas a noite não parou por aí, não! "Você Vai Lembrar De Mim" e a "Paz e Amor" não ficaram de fora do set e fizeram com que o público cantasse junto e sem parar. Outra canção que fez a galera tirar o pé do show, foi a animada "Vou Deixar Que Você Se Vá" e eufóricos graças à ocasião que permitiu este feito, a banda se despediu do público.

Mas quem disse que o público queria se despedir da banda? E formados por um complô, todos da plateia pediam pelo famoso bis, até que então, e mais uma vez, Thedy Corrêa, Carlos Stein (guitarra), Veco Marques (guitarra), João Vicenti (teclados e acordeon), Sady Homrich (bateria) e o baixista convidado Estevão Camargo retornaram ao palco do Teatro Bradesco e fecharam a noite com chave de ouro em "Amanhã ou Depois" (contando, também, com a Roberta Campos), "Ao Meu Redor" e a tão esperada "Camila".

O show, que durou um pouco mais de duas horas, demonstrou o quão o Nenhum de Nós estava pronto para viajar o país afora com uma turnê que festeja as novas influências musicais e ideológicas, sem deixar de escapar os bons e velhos sentimentos que todos da banda carregam desde sempre. Afinal, eles são mestres em  transformar o hoje em sempre. E para sempre.


PARA CONFERIR A GALERIA COMPLETA: CLIQUE AQUI


Setlist:
- Milagre*
- Eu Não Entendo
- Descompasso*
- Astronauta de Mármore
- Total Atenção*
- Diga a Ela
- Das Coisas Que Eu Não Entendo
- Sobre o Tempo
- Foi Amor*
- De Janeiro a Janeiro (Roberta Campos)
- Caso Raro*
- Julho de 83
- Amanhã*
- Musica Ligera (Soda Stereo)
- Você Vai Lembrar de Mim
- Paz e Amor
- Vou Deixar Que Você Se Vá

BIS:
- Amanhã ou Depois
- Ao Meu Redor
- Camila

* Canções inéditas do recém lançado álbum "Sempre É Hoje" - Visitem: http://nenhumdenos.com.br/

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Cobertura: Ellen Visitário
Fotos: Raphael Prado



No último sábado, 10, o músico e eterno líder da banda Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger, comemorou os seus merecidos 30 anos de carreira em uma única apresentação na capital paulista. 
E, é claro que os correspondentes do Blog Rock 80 Brasil passaram lá no Citibank Hall e conferiram de perto uma noite resumida em três décadas.  


Atravessei a cidade de São Paulo para cobrir um show que comprometia toda a euforia e satisfação desta jovem estudante de jornalismo e redatora de um blog pra lá de aconchegante.
O relógio apontava às sete horas da noite quando eu desci do táxi, em frente à casa de show Citibank Hall, e reparei a fila que já rondava a entrada do espetáculo. Exclamei em minha sã consciência que aquela noite seria, realmente, especial para muitos.

Com um sol de verão que se despedia, alguns fãs me confessavam que estavam na fila desde às sete da manhã. ‘Às sete da manhã, quanto vale a vida?’ – Me interroguei.

Aquela tal ansiedade que saía pelos poros de quem esperava o momento certo, aconteceu: um pouco mais das oito da noite os portões foram abertos do Citibank Hall. Em instantes, a casa já estava lotada. A capital paulista foi testemunha das gerações de fãs que se encontravam cruzando Estados como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre; e outros lugares do país.
Fãs, que não eram nascidos no início da trajetória do Humberto Gessinger, ouviam, atentamente, as histórias dos “veteranos” que disfarçavam a euforia como se estivessem em seu primeiro show da banda.


A paciência se esgotava de uma forma generosa quando as cortinas do Citibank Hall se abriram, pontualmente, às 22h30. Lá estava um homem de uma banda só tentando esconder a timidez numa noite que não cabia dentro de si.

E o show começou com as canções consagradas “Até O Fim”, “Armas Químicas & Poemas”, “Ilex Paraguariensis”; além das composições que complementam o recente trabalho de Gessinger, o Insular, e embalou com “Bora” e “Tudo Está Parado”.

O público não parava de cantar as melodias que eram tocadas com arranjos diferenciados num misto de riffs de guitarras, uma bateria eletrizante  e um teclado cercado de sintonias; e seguiram o baile em “Surfando Karmas & DNA”, “Eu Que Não Amo Você”, “Sua Graça” e mesclou as canções “Insular” com “Ando Só”. Com a noite que seguia, Humberto recitou a canção “Somos Quem Podemos Ser” embarcou com “De Fé”; relembrou os quatro anos com o Pouca Vogal tocando “Voo do Besouro”; e além do hit “Terra de Gigantes”.

A ocasião que prometia a comemoração de uma vida na estrada, também foi contemplada com o lançamento do álbum “Insular Ao Vivo”, gravado em maio de 2014, em Belo Horizonte, e que, no palco do Citibank Hall teve um convidado pra lá de generoso: Paulinho Goulart com o seu acordeon acompanhou o Humberto Gessinger na canção “Milonga Orientao” e a inabalável “A Ponte Para O Dia”.


Com tanto tempo de carreira, Humberto Gessinger retornava às canções do início de sua trajetória até chegar em sua fase atual, e ao lado de Rodrigo Tavares (na guitarra e vocal) e Rafael Bisogno (na bateria e percussão), o trio continuou o show com “Nuvem”, a mistura de baião em “Deserto Freezer”, “3x4”, “Tchau Radar, A Canção” e “Pra Ser Sincero”. E finalizaram com “Dom Quixote” e “Exército de Um Homem Só”.

Ou melhor: “finalizou” não era uma palavra que os fãs queriam ouvir, e na ânsia daquela noite não acabar, o público pedia bis. E o bis dose dupla dos gaúchos vieram com “Dançando No Campo Minado”, “Refrão de Bolero”, a tão esperada “Sampa no Walkman” e a consagrada “Infinita Highway”, junto com o Paulinho Goulart que complementou com a sua “gaita”.

Num show que durou duas horas, Humberto Gessinger apenas tentava reverter aos fãs a sua gratidão por acompanharem nessa trajetória musical. E a data de uma comemoração de uma banda que marcou a história do rock nacional era apenas um pretexto de que o show tem que continuar. De uma forma ou de outra, sempre continuará.


 Quer conferir as fotos deste show concedidas pelo fotógrafo Raphael Prado? Basta clicar AQUI.

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Texto: Ellen Visitário

A noite de sexta-feira, 14, foi regada de muita boa música, pois os correspondentes do Blog Rock 80 Brasil presenciaram e cobriram o show da turnê de 30 anos d’Os Paralamas do Sucesso, no Citibank Hall, em São Paulo. E você poderá conferir na integra o que rolou na capital paulista!


Um pouco mais das 10h da noite e com a recepção de um público caloroso, subia ao palco do Citibank Hall, na capital paulista, uma das bandas consagradas da cena do rock nacional anos oitenta: Os Paralamas do Sucesso.

Com direito a transmissão ao vivo, concedida pelo canal Multishow, o trio começou a noite com “Alagados” e “Bora, Bora”; e mesclando as canções “Patrulha Noturna”, “Cinema Mudo!” e “Ska” com jogos de luzes que contemplavam o início do show.

Além da formação original, Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro, o trio estava acompanhado pelos músicos Bidu Ribeiro (trompete e percussão), Monteiro Jr (saxofone e percussão) e o João Fera (teclados); e seguiram com as canções “Calibre”, “Mensagem de Amor” e a inconfundível “Cuide Bem do Seu Amor”.

É impossível explicar a alegria que transbordava pelo público e a satisfação da banda de dividir os 30 anos de estrada com um misto de gerações, e embalaram a noite com “Me liga/Como Uma Onda”, “Romance Ideal”, “Quase Um Segundo” e “Meu Erro”.
















Herbert Vianna agradecia a todos, desde os fãs a equipe técnica, a participarem daquela noite especial  e entre as canções memoráveis, lá estavam os hits “Óculos”, “Lanterna dos Afogados”, “Na Pista/Meu Sonho” e “Ela Disse Adeus”, e em seguida o público contribuía com um coro de vozes em “Você”, do Tim Maia, “A Novidade”, “Melô do Marinheiro” e a inabalável “Uma Brasileira”.

O setlist que fazia uma revira-e-volta nos grandes sucessos d’Os Paralamas do Sucesso disparou o show com “O Beco”, “Lourinha Bombril (Parate Y Mira)” e a romântica “Aonde Quer Que Eu Vá”.

E por mais que ninguém quisesse se despedir, o trio finalizou a noite com as canções “Caleidoscópio”, “Vital e Sua Moto”; e com direito a dar um pulo em Brasília os músicos fecharam com chave de ouro o show com “Que País É Esse?”, grande sucesso na voz da Legião Urbana.

A turnê de 30 anos da banda passará ainda esta semana pela Cidade Maravilhosa (RJ), e nós, de São Paulo, recomendamos a você que vá, pois será uma das grandes oportunidades de fazer parte da trajetória do power trio Os Paralamas do Sucesso.

Acesse: http://osparalamas.uol.com.br/


Quer conferir as fotos deste show? Basta clicar AQUI.

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Resenha: Ellen Visitário
Fotos: Raphael Prado


O rock nacional dos anos oitenta serviu de influência para diversas bandas do rock nacional que temos hoje. E por incrível que pareça, a Pitty se encaixa perfeitamente nesse contexto.
Há mais de dez anos que a Pitty está na cena da música, e recentemente, a cantora lançou o seu mais novo álbum, intitulado “SETEVIDAS” (Deckdisc), que traz um repertório envolvente e melancólico.

E foi no último sábado, 09, que o Blog Rock 80 Brasil acompanhou diretamente da casa de show Audio Club o lançamento dessa tempestade de sentimentos ilhados e carregados que forma o disco “SETEVIDAS”. Bora conferir a cobertura!
























Àqueles que ansiavam pela volta da (banda) Pitty, puderam contar os poucos minutos  que restavam naquela imensa fila que se formava ao redor da casa de show Audio Club, na zona oeste de São Paulo. Fãs de diversas gerações se encontravam numa nostalgia profunda, agonizando a euforia que saia pelos poros.
Os portões da Audio Club abriram pontualmente às 22h. Num clima envolvente com a playlist que tocava no ambiente, o público foi se acomodando e reencontrando vários amigos que estavam ali presentes.

Com a casa lotada, o relógio apontou 01h00 da manhã para uma breve narração de Pitty no telão, traduzindo para tantos o magnetismo e o significado que viria ser o “SETEVIDAS”, e companhada com os demais integrantes Martin (guitarra), Duda (bateria), Guilherme Almeida (baixo) e Paulo Kishimoto (teclados), além do arranjo que se iniciava com o hit “SeteVidas”, Pitty foi reverenciada ao ser a última a subir no palco e dar início ao show com a faixa-título do novo álbum.

Em seguida, a banda emplacou com os sucessos de “Anacrônico”, “Admirável Chip Novo” e “Semana Que Vem”. Era evidente o quanto todos estavam radiantes em relembrar as músicas que marcaram e marcam a trajetória da cantora, porém, a Pitty embarcou com o show em duas novas canções “A Massa” e “Deixa Ela Entrar”, e a banda deu um pulo no início da carreira e trouxe à tona e acompanhada com o coro de vozes a canção “Teto de Vidro” e “Memórias”.

A recepção calorosa dos fãs fez com que o show absorvesse toda aquela saudade de ver uma das principais cantoras da cena do rock voltar com tudo aos palcos, e a banda fez bonito em destacar as canções do “SETEVIDAS” e foi adiante com “Boca Aberta”, “Olho Calmo” e “Pouco”.

Ainda resgatando os sucessos e com arranjos diferenciados em “Me Adora” e “Pulsos” os fãs cantavam com toda intensidade e emoção, contando também em “Pequena Morte”, Pitty despertou toda sua sensualidade em passos envolventes durante o show.

“Equalize” e “Na Sua Estante”, tão esperadas por tantos que estavam presentes, contribuíram numa ocasião pra lá de especial e significativo. Já em “Um Leão”, quarta faixa do emblemático “SETEVIDAS”, predominou em seus versos duvidosos e acompanhados com riffs de guitarra.

A cantora, que não cabia dentro de si de tanto que agradecia àqueles que estavam contribuindo de alguma forma naquela noite essencial, finalizou o show com o seus principais sucessos de 2003, “Máscara”; e com “Serpente” se despediu do público emocionada.
























Sim, a Pitty está de volta! E voltou com tudo mesmo! O ano de 2013 foi ultrapassado por decepções, perdas imagináveis e uma inquietação interna. Mas tanto a banda, como àqueles que comprovam a volta da Pitty neste ano, concretiza que o início é só o começo das três vidas que ainda restam. 

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Cobertura: Ellen Visitário
Fotos: Raphael Prado

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Eles voltaram! E voltaram com tudo! Após 07 anos de recesso a banda Ira! retorna aos palcos como garotos juvenis, afinal, os caras nunca perderam o encanto do bom e velho rock anos oitenta.

E sim, de fato, o blog Blog Rock 80 Brasil deu uma passadinha no SESC Vila Mariana no primeiro domingo de julho, 06, e conferiu o que essa volta preparava na capital paulista. Se liga na cobertura!


O clima clichê de São Paulo não atrapalhou os fãs que aguardavam, ansiosamente, a volta do Ira! no palco do SESC Vila Mariana. Os tais sete anos foram esquecidos quando, pontualmente às 18h, o Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra), Daniel Rocha (baixo), Evaristo Pádua (bateria) e Johnny Boy (teclados) subiram ao palco e se deparam com a ansiedade e a euforia do público misto.

O retorno não poderia ter sido melhor, pois logo de início o Ira! emplacou o show com “Longe de Tudo”, “Gritos na Multidão”, “É Assim Que Me Querem”, “Flerte Fatal”, “Tarde Vazia” e a irreverente “Dias de Luta”.

Era mais que notável quanto o público se encontrava no mesmo túnel do tempo que o Ira! ao relembrarem os grandes sucessos da banda. Mas, mesmo nostálgicos, Nasi anunciou a próxima canção, que por sinal, era a inédita “ABCD”.

Com jogos de luzes indomáveis, Nasi apresentava os componentes da banda em cada solo pretensioso dos músicos, e logo deram sequência com “Flores em Você”, “No universo dos Seus Olhos”, “Tolices” e “Mudança de Comportamento”.

Além dos infinitos agradecimentos feitos pelos principais integrantes, Nasi e Edgard Scandurra, ambos diziam que, sim, “O Ira! voltou!” e estavam radiantes em encontrar tantos fãs que os acompanhavam desde o início e até hoje, e trazendo como “heranças” os filhos desses fãs de carteirinhas que estavam presentes.

Mas a noite de Rock 80 Brasil não parou por aí! O show foi uma mistura dos principais hits com novas versões do lado B do Ira! e os caras continuaram a noite com “Rubro Zorro”, “15 anos”, “Eu Quero Sempre Mais” e “Coração”. A banda fez jus ao gênero e finalizou com as inabaláveis “O Bom e Velho Rock N’ Roll”, “Envelheço na Cidade” e a intitulada da turnê, a “Núcleo Base”.

Após a banda ter se retirado do palco, os fãs das variáveis gerações proclamaram com um coro o retorno, e em seguida, o Ira! retorna e encerra a mini turnê de três noites seguidas do Circuito Sesc de Música com “Girassol”, “Como Os Ponteiros do Relógio”, “Prisão das Ruas” e “Nas Ruas”.

Está mais do que provado que o Ira! voltou de corpo e alma! E eles voltaram com tudo mesmo! Sem papas na língua e sem rodeios, o Nasi e o Edgard Scandurra declaram de peito aberto que este é só o começo. E que a turnê “Núcleo Base” é a prova que o rock nacional nunca morrerá.



Confira as fotos concedidas gentilmente pela fotógrafa Andressa Araújo na última noite de apresentação do Ira! no SESC Vila Mariana clicando AQUI. 

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Cobertura: Ellen Visitário
Fotos: Andressa Araújo

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No dia 21 de junho, sábado, a casa de show mais aconchegante do Centro de São Paulo, Cine Joia, recebia o temático e lendário Lobão e a banda paulista Vespas Mandarinas, que dividiam o mesmo palco.
E é claro que a correspondente do blog Rock 80 Brasil, Ellen Visitário, passou por lá e conferiu o que a noite prometia.


Um pouco mais das 23h00 subiam ao palco Thadeu Meneghini (vocal e guitarra), Chuck Hipolitho (vocal e guitarra), André Dea (bateria) e Flávio Guarnieri (contra-baixo) recepcionando um público ainda tímido, porém, atencioso, e emplacando com as canções "O Inimigo", "Rir no Final", "Cobra de Vidro" e "O Vício e o Verso". Percebia que o público tímido não era tão mais tímido assim, pois a banda nascida em 2009 garantiu a noite mesclando as canções de seu primeiro álbum "Da Doo Ron Ron", lançado, independente, no ano de 2010.

A noite fria de São Paulo começava a se esquentar com as Vespas Mandarinas no palco, que ainda embalaram o show com "O Amor e o Acaso", "Santa Sampa" e "Que Esse Dia Seja Meu". E o quarteto viajou no tempo e trouxe à tona uma inspiração: tocaram "A Prova", composição feita por Arnaldo Antunes.

Já não existia mais frio e sim, um coro feito por fãs que contemplavam os caras no palco. O show eufórico e com riffs de guitarra seguiu com as músicas do último disco lançado pelos caras, o "Animal Racional" (2013) e conduziam o show com "Distraídos Venceremos", "O Herói Devolvido", a inabalável "Não Sei o Que Fazer Comigo" e "Um Homem Sem Qualidades".

E fecharam a noite dando um pulo no túnel do tempo, saindo de São Paulo e parando em Porto Alegre, a banda encerrou o show com "Toda Forma de Poder" hit consagrado dos Engenheiros do Hawaii. 
Vespas Mandarinas saíram do palco sobrevoando com o seu recado bem dado e com rock de qualidade.

Mas a noite não acabou! Ao som de Jazz a produção corria contra o tempo para montar o cenário com instrumentos, tapetes e pedestais, afinal, seria a vez do Lobão (o tal do Lobo mal) dar o seu show à parte.

Tudo pronto! Bem posicionados, e além da taça de vinho, Lobão, que dominava o vocal e as guitarras, estava acompanhado com o Dudinha Lima (baixo e vocal) e Armando Cardoso (bateria).

O Power Trio do rock iniciou o show com "Balada do Inimigo", "Baby Lonest", "Canos Silenciosos" e "Decadenc Avec Elegance". 
Era evidente que o público se encontrava nostálgico num show tão elétrico. Conversador e sarcástico, Lobão entusiasmava a galera jovem e da velha guarda com músicas que marcaram a sua trajetória, as tais "Sozinha Minha", "Bambino/Bambina", "Abalado" e "El Desdichado II".
Com certas insinuações (das melhores, aliás) às declarações amorosas, Lobão demonstrou que não era tão mal assim, afinal, ele alegava ser um "amor de pessoa" cantando as seguintes melodias "Mais Uma Vez", "A Vida é Doce", "Sexy Sua", "Vou te Levar" e "Noite & Dia".

Fãs que acompanhavam a carreira do Lobão antes, durante e agora com esta nova formação, cantaram junto e num bom volume um dos hits que consagrou a cena da música,  "Me Chama".
A euforia de ambos fez com que as próximas canções "Samba na Caixa Preta", "Vida Louca, Vida", "Vida Bandida" e "Blá Blá Blá" não ficassem a desejar.

E se você acha que o show parou por aí... Está enganado, meu caro leitor! Lobão deu um show à parte na hora do bis e retornou ao palco com a língua afiada em "Mal Nenhum", "Essa Noite Não" e "Corações Psicodélicos".

As bandas, independente de gerações, demonstravam que ali o velho e novo rock jamais estaria adormecido. Afinal, a noite no Cine Joia era só uma criança. E criança, naquela ocasião, não precisaria dormir mais cedo.

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Cobertura: Ellen Visitário
























No último sábado, 26, o Festival "Live Sessions" apresentou três bandas consagradas do velho e bom Rock 80 Brasil. Lá estavam o RPM, Biquini Cavadão e Titãs dividindo o mesmo palco no Citibank Hall, em São Paulo.

Assim que o relógio apontou 21h, subia ao palco o RPM para iniciar o show. Um público ainda tímido, porém, receptivo, se empolgava a cada hit que o Paulo Ricardo relembrava, como "Rádio Pirata" que animou àqueles que estavam presentes.
Voltando ao túnel do tempo, os caras do RPM embalaram a noite com "Juvenília" e "Alvorada Voraz", e com tantas canções marcantes a banda ainda homenageou o Cazuza e cantou "Exagerado".
Com tantos agradecimentos feitos, "Olhar 43" fez com que o público cantasse em coro uma das músicas que mais impactou uma geração. Mas a banda não só relembrou o início de sua carreira, como tocou uma das novas canções do álbum Elektra, "Dois Olhos Verdes" que não desaminou a ocasião.
























Mas a noite de muita música não parou por aí! Em seguida, quem dominava o palco após a apresentação do RPM era o Biquini Cavadão.
O Bruno Gouveia em suas performances e composições, não deixou o público desanimar sequer nenhum momento e embalou o show com "Dani", "Impossível", "Múmias" e tantos hits que emplacaram tantos anos de estrada. E relembrando outras bandas da mesma geração, o Biquini cantou "Inútel", do Últraje a Rigor e "Astronauta de Mármore", da banda gaúcha Nenhum de Nós.
Tanto o público quanto os músicos, todos demonstravam a mesma euforia e nostalgia no Citibank Hall. E sem deixar escapar as novas canções do álbum "Roda Gigante" que foi indicado ao Grammy Latino, o grupo fez bonito com "É Dia de Comemorar", "Amanhã é Outro Dia" e "Roda Gigante". Com direito a mosh durante o show e participação de um fã no palco, a banda encerrou a noite com "Zé Ninguém".























Opá! Eu disse "encerrou"? Pelo menos não naquela hora, afinal os nossos correspondentes também presenciaram o show que os Titãs deram naquele palco.
Assim que a banda entrou, o público não estava nem um pouco exausto de estar naquele festival, e cantou junto os hits marcantes "AA UU", "Polícia" e "Flores". O Paulo Miklos que dominava o vocal com o Branco Mello e Sérgio Britto, e Tony Bellotto nas guitarras, expulsava dentro de si a satisfação de dividir o palco, pela primeira vez, com duas bandas revolucionárias.
Os Titãs que tanto falavam e demonstravam as suas opiniões em forma de música, cantaram três canções inéditas "Fardado", "Chegada ao Brasil (Terra À Vista)" e "Mensageiro da Desgraça" de um álbum que será lançado em breve, intitulado "Nheengatu".
Fora as canções já conhecidas e cantadas pelo público como "Desordem" e "Vossa Excelência", a banda convidou o Bruno Gouveia e cantaram juntos "Sonífera Ilha".

A noite de sábado na capital paulista foi testemunha do quanto o rock nacional estava presente e envolvendo gerações de fãs que retribuíam aos shows a extrema satisfação de curtir o que muitos achavam que não existia mais: o Rock 80 Brasil.


Confira as fotos do Festival "Live Sessions" com o RPM, Biquini Cavadão e Titãs clicando AQUI.

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Cobertura: Ellen Visitário
Fotos: Raphael Prado


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