Rock 80 Brasil
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Aconteceu no ano de 2014, na Fundição Progresso, Rio de Janeiro, a gravação do DVD da banda de reggae Natiruts. E sabe qual foi a batida diferente que o grupo fez durante o show, e que envolve o bom e velho Rock 80 Brasil? Eles fizeram uma versão à canção "Mensagem de Amor", d'Os  Paralamas do Sucesso.

Autoria de Herbert Vianna, a música foi gravada originalmente no segundo disco do trio, "O Passo do Lui", de 1984.

Já o Natiruts, a melodia é a 15° faixa do álbum "#Nofilter Ao Vivo". Além dessa, o grupo também regravou "Faroeste Caboclo", da Legião Urbana, mas essa fica para uma próxima ocasição!

Bora ouvir as duas versões? Bora!




É isso mesmo! Lulu Santos já cantou outra batida nessa sua estrada musical. Em 1995, no álbum "Eu e Memê, Memê e Eu", o músico interpretou uma canção já conhecida na voz de Tim Maia, "O Descobridor dos Sete Mares", que aliás, é a 1ª faixa do disco.

A agitada melodia é assinada por Gilson Mendonça e Michel na autoria, e está registrada no álbum do Tim que leva o título da própria música, lançado em 1983.

Quer conferir conosco a versão do Lulu Santos sobre esse hit inconfundível do Tim Maia? Então chega de papo e solta o player aí!









Os caras do Cidade Negra sempre espalharam o seu som com qualidade por onde e em qualquer canto do país, mas foi a lendária MTV que embalou a banda com um acústico, gravado em novembro de 2001 no Rio de Janeiro. Nele, além das composições feitas pelos integrantes e outras versões, o grupo de reggae embalou a noite com "Onde você mora?", uma composição feita por Nando Reis e Marisa Monte.


Mas essa ocasião não foi a única oportunidade que o Cidade Negra teve de cantar uma música em outra batida, pois, no disco "Sobre Todas As Forças", de 1994, lá está a mesma canção citada neste post.

Embora a música tenha sido gravada na voz de Toni Garrido e reconhecida por este feito, Nando Reis também a regravou e encontra-se no seu terceiro álbum solo, "Infernal" (2001). Já a Marisa Monte, bisbilhotamos a sua discografia, mas não encontramos esta letra registrada em nenhum de seus discos.

Mas bora conferir essa canção em outra batida? Então chega de papo e solte o player aí!



Foi no dia 12 de agosto de 1986  que a banda RPM ganhou o disco de platina pela venda de 250 mil cópias do álbum "Rádio Pirata Ao Vivo" (15 dias depois de ser lançado). No total, foram vendidas  mais de 2,5 milhões de cópias. Este foi o segundo álbum do grupo e um dos mais vendidos na história do disco no Brasil.
O show que virou disco foi gravado no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, nos dias 26 e 27 de maio de 1986. O show foi dirigido por ninguém menos que Ney Matogrosso, o vocalista de uma das bandas mais respeitadas no rock brasileiro, a Secos & Molhados.
E não por acaso, entre as músicas do disco estão duas regravações, a "London London", do Caetano Veloso (que já falamos dela aqui) e "Flores Astrais", do Secos & Molhados e composição de João Apolinário e João Ricardo. Essa música foi gravada originalmente no álbum "Secos & Molhados II", de 1974, o último com a formação clássica Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad. Vamos conferir as duas versões.



Há 21 anos o Biquini Cavadão lançava o disco "Agora". Entre os vários sucessos que tocaram nas rádios e que até hoje é lembrada na voz do Biquini Cavadão é a "Chove Chuva". "Chove Chuva" é de autoria de Jorge Ben Jor e foi gravada por ele mesmo no seu primeiro álbum, o "Samba Esquema Novo", em 1963. 
A escolha para a gravação da música pelo Biquini não foi ao acaso. Bruno Gouveia, no site da banda, conta que como o grupo tocava muito em shows ao ar livre e algumas vezes chovia, eles tocavam essa música como forma de fazer as pessoas não desanimarem com a chuva, tornando a noite mais divertida. Num desses shows, o teclado do Miguel deu problema e enquanto os técnicos consertavam, foi ensaiada uma improvisação e assim nasceu o característico heyheyheyhey da versão do Biquini. Confira abaixo a versão do Biquini e a original de Jorge Ben Jor.



Há 16 anos Os Paralamas do Sucesso gravavam o seu Acústico MTV. Conforme citado no próprio site do grupo, a preparação para esse álbum não foi simples. Era uma época em que parte das bandas e artistas brasileiros já tinha passado pelo selo Acústico. Legião, Gil, Titãs, entre outros fizeram sucesso com esse formato. Agora era é a vez dos Paralamas mostrar o que queriam mostrar.
Foram mais ou menos dois anos de preparação antes da gravação, que aconteceu nos dias 5 e 6 de junho de 1999, no auditório da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. 
O tempo de preparação não foi à toa. O grupo queria, vamos dizer, um acústico diferente. Pensaram desde o figurino até um repertório que fugisse de uma coletânea de sucessos, por isso a opção por músicas "lado B", composições de Herbert fora dos Paralamas e regravações. Uma delas foi a "Feira Moderna", composição dos mineiros Fernando Brant, Beto Guedes e Lô Borges. Então vamos conferir como ficou a versão "paralâmica".


Aconteceu em 2002 o lançamento do "Acústico MTV" da banda de reggae Cidade Negra. Nele, além dos sucessos do grupo, os caras complementaram com um pouco de Rock 80 Brasil. Não entendeu? Calma! A gente explica!

Durante a escolha do repertório, a banda introduziu uma composição feita por Herbert Vianna, "Soldado da Paz" - originalmente gravada no álbum "Longo Caminho" (2002), d'Os Paralamas do Sucesso.

Com um arranjo acústico voltado à melodia, a versão que o Cidade Negra fez, traz uma calmaria e nostalgia à letra que busca refúgios. Diferente do arranjo elétrico que o power trio gravou, com direito a participação de Dado Villa-Lobos na guitarra.

Bora relembrar essa outra batida conosco? Bora!






Se teve uma banda que se consagrou no Rock 80 Brasil com as suas letras emblemáticas, tentadoras e sobrecarregadas com os seus riffs de guitarra, essa banda se chama Barão Vermelho. Desde o seu surgimento, os caras traduziam nas suas composições o que sentiam e o que davam na telha!

E quem é que nunca cantou uma música do Barão Vermelho, né? Na seção de hoje, o Zé Ramalho é testemunha deste feito. Pois foi em 2003, quando ele lançou o disco "Estação Brasil" - um acervo contanto com regravações de músicas sublimes e inesquecíveis de vários artistas cariocas - que o Zé regravou a canção "Bete Balanço". A letra, composta por Cazuza e Roberto Frejat, faz parte do terceiro disco da banda, "Maior Abandonado", de 1984 - um álbum considerado pelos críticos, à época, como carro-chefe que emplacou o sucesso dos caras no país afora.

Totalmente diferente da versão original, "Bete Balanço" na voz de Zé Ramalho traz um arranjo sem aquele pop rock do Barão Vermelho. Traz em sua versão um estilo "pinkfloydiano", um mistério acompanhado por um arranjo mais acústico e, ao mesmo tempo, avassalador.

Quer saber como ficou essa versão feita pelo Zé Ramalho? Então solta o player aí!




Foi no início de maio de 1996 que o Kid Abelha lançou seu nono álbum, o "Meu Mundo Gira em Torno de Você". Um dos destaques do álbum foi a regravação da músíça "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda". Essa música foi composta pelo cantor, produtor, compositor e instrumentista Hyldon de Souza Silva. Hyldon fez sucesso principalmente na década de 70 com o gênero soul. Em 1974 Hyldon gravou o compacto "Na Rua, Na Chuva. Na Fazenda" e que trouxe o codinome "Casinha de Sapê", que estoura no país todo. No ano seguinte ele grava seu primeiro álbum, com o título dessa canção. Então vamos conferir as duas versões! 
 


Hoje, além de ser aniversariante deste blogueiro Rock 80 Brasil que vos escreve, também é dia de São Jorge. Ele, São Jorge, é tema de várias canções. Uma delas é do sempre brasileiro Jorge Ben, hoje Jorge Ben Jor, gravada em 1975. Na década de 90 nossa sempre linda Fernanda Abreu deu uma nova roupagem para a canção. Vamos conferir as duas versões e prestar homenagem a todos os Jorges e Fernandas.


Em meados de agosto de 2011, o cantor e compositor Pélico foi convidado para participar do programa Evidente, do Canal Brasil. A canção escolhida foi a “Um Pro Outro”, gravada originalmente no álbum “Lulu”, de 1986, do Lulu Santos. Já a interpretação feita por Pélico, com direção do Filipe Franco, é contemplada com um arranjo diversificado e solto.

Vamos conferir essas duas versões? Bora!





Há quem diga que a banda mineira Pato Fu foi criada tendo como principal referência Os Mutantes (a começar pela formação uma mulher e dois homens). Na verdade o Pato Fu trás referências de várias vertentes do rock, inclusive do Rock Anos 80. Uma das personalidades do nosso Rock 80 Brasil, Renato Russo, da Legião Urbana, várias vezes elogiou a banda mineira.
No dia 5 de abril de 1998 o Pato Fu lançou seu quarto álbum, o "Televisão de Cachorro", entre os vários sucessos presentes no álbum está a regravação de "Eu Sei", composição de Renato Russo e que está presente no terceiro álbum da Legião, o "Que País é Este", lançado em 1987. Vamos conferir como ficou a versão rock/eletrônica do Pato Fu.  

Há trinta e cinco anos o programa Fantástico transmitia um vídeo clipe com uma das maiores vozes que marcou a música brasileira. Lá estava a Elis Regina "se triplicando" nas cenas em que interpretava uma dos hits da nossa consagrada de Rita Lee, "Alô, Alô, Marciano!".

Brincando com as suas entonações, afinações e performances, Elis era mais uma dama elegante da high society em uma outra batida.
Chega de conversa! E  simbora relembrar essa versão conosco?




Essa já é bem conhecida, mas sempre é bom lembrar. Na gravação do Acústico MTV Legião Urbana, em 1992, Renato Russo disse que queria cantar uma música, mas que não iria cantar por achá-la cafona, mas.. cantou e a música virou o principal hit desse álbum. Estamos falando da música "Hoje a Noite Não tem Luar".
Antes da música, na gravação, Renato fala de quem é a música, para em seguida ouvir risadas. Não foi à toa as gargalhadas da plateia, afinal nunca alguém poderia imaginar que Russo cantaria um canção do Menudo, aquele grupo formado por cinco garotos de Porto Rico que as meninas gritavam e arrancavam os cabelos. "Hoje a Noite Não tem Luar" é uma versão de "Hoy Me Voy Para México", mas que o grupo gravou em 1986 já na versão em Português. Então vamos conferir as duas versões.
 

E não é que samba também é rock? Pelo menos foi assim na voz do grande Arnaldo Antunes! 
Mas, calma, calma! Não criemos pânico, pois aqui vai uma outra batida: está registrado no segundo disco ao vivo de Arnaldo Antunes, o Ao Vivo Lá Em Casa, gravado no ano de 2010, um samba (muito bem) escrito por Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias; e reconhecivelmente na voz de Beth Carvalho a melodia "Vou Festejar".
Diferente da versão original feita pela Beth Carvalho, onde seguem batuques e coro de vozes ao fundo, na versão de Arnaldo segue um ritmo metódico, porém, combinando, essencialmente, com que a letra traduz.

Chega de papo, né? E bora conferir as duas versões desses ícones da música, afinal, rock também virou samba!

 
Um foi o retrato do samba paulista, fazendo versos da prosa comum e dos fatos do cotidiano. O outro foi (e continua sendo) o retrato do rock paulista, fazendo versos que se encaixam nos fatos e nos cotidianos. O primeiro é Adoniran Barbosa. O segundo Arnaldo Antunes.
Para homenagear um dos maiores compositores brasileiros, Arnaldo Antunes se valeu de sua voz para cantar a música "Mulher, Patrão e Cachaça", gravada por Adoniran em 1968. Vamos conferir as duas versões.

 
Quem aniversaria hoje é o eterno Titã Paulo Miklos. Miklos surgiu nos Titãs mas hoje sua arte se expande para televisão, cinema, carreira solo e mais um punhado de coisa. Diríamos um artista que faz tudo (ou quase tudo).
Recentemente Paulo concretizou um projeto em que fez justa homenagem a um dos maiores compositores brasileiros, Noel Rosa. Junto com o Quinteto Miklos fez uma temporada de shows com músicas de Noel.
No vídeo abaixo, Miklos recebe a participação especial de Mallu Magalhães na música "Com que Roupa?". Essa canção, composta no início da década de 30, tem uma história curiosa. Noel ia sair com amigos e sua mãe escondeu suas roupas para ele não sair. Aí surgiu a pergunta e o tema. Contam ainda que Noel pediu ao maestro Homero Dornelas que criasse uma melodia para essa música. Noel então começou a cantar a letra da música. O maestro o interrompeu e disse que aquilo não era um samba e sim o Hino Nacional. Um toque aqui e um retoque acolá, nascia então "Com que Roupa?" um dos maiores sambas da música brasileira. Vamos conferir as duas versões.

 
No final do ano passado, mais precisamente no dia 11 de novembro foi lançado o "Espelho Retrovisor", um tributo aos Engenheiros do Hawaii. Nele, vários cantores e bandas de diversas gerações e segmentos interpretaram uma canção que a banda gravou nesses quase 30 anos de carreira.
Uma das canções regravadas e que ganhou uma roupagem totalmente diferente foi a canção "Quartos de Hotel", gravada pelos Engenheiros no disco "Várias Variáveis", de 1991. A música fechava o lado A do Vinil, e quem abria o lado B (tirando a faixa "Vária Variáveis") era "Sampa no Walkman", que possui a mesma introdução, porém com tons diferentes.
Quem deu essa nova batida para a música no tributo foi  Blancah, DJ e produtora catarinense, antes conhecida como Paty Laus. Ela mudou de nome e apostou em um projeto mais autoral.
Na canção, que vocês podem conferir abaixo (tanto a versão de Blancah quanto a original dos Engenheiros), Blancah optou por uma batida utilizando como base a sequência inicial da guitarra de Augusto Licks. Em entrevista ao Notícias do Dia, Blancah contou que se trancou três dias em um estúdio não com o intuito de criar um cover e sim para fazer uma versão que ganhasse vida própria. Em outras palavras, vale a pena conferir.
 

Está registrado e carimbado no programa Som Brasil em agosto de 2007, a participação da banda indie folk rock Vanguart, em homenagem a um dos caras que complementou a cena da música, o lendário Raul Seixas.

Além das canções “Ouro de Tolo”, “Mosca na Sopa” e “Rock das Aranhas”, interpretadas pelo grupo juvenil, os garotos fizeram uma versão pra lá de dançante à canção “Cowboy Fora da Lei”, um dos grandes sucessos feitos por Raulzito.

Chega de papo, né? E borá conferir esta outra batida na voz da banda Vanguart! E viva a diferença!
















Ela foi cercada de boa música desde sempre e rodeada por várias sintonias. Estamos falando da Luíza Possi, compositora, cantora e dona de uma voz única. E graças às boas influências musicais, a Luiza fez parte de um dos episódios do programa “Coletivation MTV”, homenageando um dos ícones do Rock 80 Brasil: Lulu Santos.

A canção escolhida por Luiza Possi foi a “O Último Romântico”, que está carimbada e registrada no terceiro álbum de estúdio do Lulu Santos, o “Tudo Azul”, de 1984. Lembrando que a composição foi assinada também por Antônio Cícero e Sérgio Souza.

Vamos conferir esta versão numa outra batida? Bora!


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