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Foi no dia 27 de agosto de 1998, ou seja, há 17 anos, que o sempre titã Arnaldo Antunes lançou seu quarto disco solo, o "Um Som". Produzido por Chico Neves, o álbum foi gravado nos estúdios Rosa Celeste, em São Paulo, e 302, no Rio de Janeiro, entre os meses de abril e junho de 98. Entre as músicas que estão no disco destaca-se a "Música para ouvir", que ganhou um videoclipe. Vamos conferir!








Foi no final de abril de 1995, portanto há 20 anos, que Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho, Arnaldo Antunes, lançou seu disco solo, o "Ninguém".
Mesmo em grupo, como os Titãs, que a regra era que todos os oito integrantes fossem líder (ou que ninguém fosse), Arnaldo Antunes tinha um "quê" de destaque. Alguns diziam que era pelo seu jeito no palco, outros que pelo seu cabelo (será?), outros pela prisão por porte de droga em 1985, outros ainda pela voz grossa e potente. Até o chamavam de "Cabeça Dinossauro", dos Titãs.
Depois de sair da banda, Arnaldo mergulhou em seu projeto solo e no seu "modo" concretista e pós-moderno de fazer música e poesia. No álbum "Ninguém", Arnaldo deixa claro tudo isso. Lá estão músicas como "Nem Tudo", "Fora de Si" ( que rendeu um programa com o professor Pasquale) e "O Seu Olhar". Vamos conferir o álbum! 


O RockCloner de hoje traz uma calmaria que só essa cantora, admirável na cena musical, sabe fazer. Então está lá, registrado no álbum “Sortimento”, lançado em 2001, a versão de “Alma” na voz de Zélia Duncan.

A letra é de Arnaldo Antunes e Pepeu Gomes, e uma das versões mais recentes que o Arnaldo fez da mesma está gravada no álbum “Arnaldo Antunes Acústico MTV” (2014). Já na voz de Zélia... Ah, meu amigo, basta conferir!





E não é que samba também é rock? Pelo menos foi assim na voz do grande Arnaldo Antunes! 
Mas, calma, calma! Não criemos pânico, pois aqui vai uma outra batida: está registrado no segundo disco ao vivo de Arnaldo Antunes, o Ao Vivo Lá Em Casa, gravado no ano de 2010, um samba (muito bem) escrito por Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias; e reconhecivelmente na voz de Beth Carvalho a melodia "Vou Festejar".
Diferente da versão original feita pela Beth Carvalho, onde seguem batuques e coro de vozes ao fundo, na versão de Arnaldo segue um ritmo metódico, porém, combinando, essencialmente, com que a letra traduz.

Chega de papo, né? E bora conferir as duas versões desses ícones da música, afinal, rock também virou samba!

 
Um foi o retrato do samba paulista, fazendo versos da prosa comum e dos fatos do cotidiano. O outro foi (e continua sendo) o retrato do rock paulista, fazendo versos que se encaixam nos fatos e nos cotidianos. O primeiro é Adoniran Barbosa. O segundo Arnaldo Antunes.
Para homenagear um dos maiores compositores brasileiros, Arnaldo Antunes se valeu de sua voz para cantar a música "Mulher, Patrão e Cachaça", gravada por Adoniran em 1968. Vamos conferir as duas versões.


E não é que foi em junho de 2004 que o Nando Reis fez uma baita versão à música “Não Vou me Adaptar”, de Arnaldo Antunes? É isso mesmo! A versão está registrada no álbum Ao Vivo MTV e foi gravada em Porto Alegre, na casa de show Opinião.

Como já sabemos, Nando Reis e Arnaldo Antunes se conhecem de outros carnavais, e a versão desta letra está contida no disco “Televisão”, dos Titãs, que por sinal, já falamos deste álbum por aqui, se lembra?

Chega de conversa, né? E bora ouvir o RockCloner de hoje, comandado pelo Nando Reis e Os Infernais. 

















Você já conhecia a banda Vespas Mandarinas? Não? Então bora saber um pouco dos componentes!
A banda surgiu no solo paulistano, na santa Sampa como eles dizem. E estão aí fazendo rock (mas rock mesmo!) desde os meados de 2009.
E numa dessas, os caras tiveram a honra de fazer uma melodia para a letra que Arnaldo Antunes compôs: A Prova.

E está carimbada no primeiro álbum de estúdio dos caras, o "Animal Nacional", lançado em 2013. Chega de papo e escutaí conosco!




"De tanto levá, flechada do teu olhar". "Ernesto nos convidou, prum samba ele mora no Brás". "Se eu perder esse trem, que sai agora às 11 horas, só amanhã de manhã". Esses versos que estão  cravados na história da nossa música popular brasileira são de Adoniran Barbosa, considerado o pai do samba paulista.
E se São Paulo tem samba, também tem rock. Foi de lá que surgiram bandas do nosso Rock 80 Brasil como Ultraje a Rigor, RPM, Ira!, as bandas do movimento punk, Titãs. Titãs! Aquela banda de oito caras que até hoje é referência. Entre esses caras está Arnaldo Antunes.
Arnaldo é rock, é pop, é samba, é poesia, é tribalista, é eclético. Na gravação do álbum "Ao Vivo Lá em Casa", de 2011, Arnaldo regravou um clássico de Adoniran Barbosa, a música "Eu Já Fui uma Brasa". Confira abaixo a versão rock do samba e para quem não conhece, a versão original na voz do saudoso Adoniran Barbosa.
  

A MTV Brasil mudou e mudou muito. Se na década de 90 era o canal da música, do clipe, nos anos 2000 o canal passou a focar em outro tipo de programação, afinal clipe se vê no youtube, na hora que quiser né?! E se a MTV mudou, o Acústico também  deixou de ser prioridade. E para encerrar essa série o último Acústico exibido pela MTV, do Arnaldo Antunes, em 2012.
A ideia de chamar Arnaldo para um acústico tem várias razões. Uma delas é que em 2012 Arnaldo completou 30 anos de atividade artística. Ele, que começou nos Titãs do Iê Iê, deixou a banda no início de 90 e de lá pra cá fez álbuns solos e também participou de projetos, como o Tribalista.
No Acústico Arnaldo reuniu um time de peso em um palco que parecia um Carrossel e relembrou canções que foram sucesso em sua voz, como "O que/Comida" e na voz de outros intérpretes, como "Alma".


Os Titãs não eram os mesmos na mudança da década de 80 para a de 90. Depois do álbum "Õ Blésq Blom", o grupo lançou em 1991 o "Tudo ao mesmo tempo agora", com guitarras pesadas e palavras nada sutis. No final de 1992 Arnaldo Antunes, o que muitos chamavam de o cabeça dinossauro dos Titãs, saiu do grupo.
Os Titãs sempre pregaram que no grupo não havia um líder, mas Arnaldo se destacava por diversas maneiras. No documentário "A vida até parece uma festa" o grupo conta que Arnaldo chegou em um ensaio e disse que estava pensando em sair da banda. Eles então pediram para ele pensar mais a respeito. No outro dia ele voltou e reafirmou sua vontade. Mas na época houve algum burburinho, o que pareceu não ter sido tão tranquila a saída de Arnaldo.
Arnaldo vinha se destacando em outros tipos de trabalhos e composições, fora dos Titãs. Sua veia artística ultrapassou a música e entrou no terreno do audiovisual e poesia. Tanto é que em 1994 Arnaldo lançou o disco-livro-vídeo "Nomes". Concretismo de sobra.
O primeiro show dos Titãs sem Arnaldo foi justamente no dia 05 de março de 1993, na Argentina.
No último final de semana, em seu último show, após a apresentação a tia do rock Rita Lee foi levada para uma delegacia para prestar esclarecimentos. Rita afirmou que a polícia agrediu seus fãs. Em resposta protestou no palco contra a ação da polícia. Não é de hoje que nossa turma do rock 80 Brasil vai para delegacia e em alguns casos ficam um tempo por lá.
Um dos casos célebres envolveu alguns dos Titãs. Foi no ano de 1985, no dia 13 de novembro, que foram presos por porte de heroína Arnaldo Antunes e Tony Belotto. Arnaldo passou 26 dias preso e foi condenado por tráfico de drogas.
O fato foi um dos motivos da mudança estética da banda que resultou no que é considerado um dos melhores trabalhos dos Titãs e do rock nacional 80: o disco “Cabeça Dinossauro”, lançado em 1986. Lá estão canções clássicas como “Estado Violência”, “Polícia, e “Bichos Escrotos”.
E por falar em “Cabeça Dinossauro”, os Titãs em bereve farão shows em que tocarão o disco completo. Essa é uma das comemorações dos 30 anos da banda. Outras virão!

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