Rock 80 Brasil
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Parece que foi ontem, mas em 2017 o Barão Vermelho celebra seus 35 anos. Isso mesmo. Há 35 anos, os jovens, quase meninos, Robetro Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira receberam um outro menino, o Cazuza, para ser vocalista da banda por indicação do Léo Jaime. A partir daí o Barão Vermelho alçou grandes voos, enfrentou turbulências e até hoje é referência do nosso Rock 80 Brasil. E que tal um filme para contar essa história? Pois é. Em janeiro estreia nos cinemas o documentário "A Noite não acabou", dirigido por Mini Kerti.
O baterista Guto Goffi falou com exclusividade para o blog Rock 80 Brasil o que podemos esperar do documentário: "São dua horas de filme contando trinta e tantos anos. Tem todo um trabalho de pesquisa, cenas inéditas de shows, camarins e imagens bem do comecinho da nossa carreira. Trabalho fino e dedicado, com a colaboração dos integrantes e seus acervos pessoais". Além disso, o filme homenageará o percussionista Peninha, que faleceu neste ano.
Ainda não há uma data definida de lançamento. Então é ficar atento e já ir preparando o coração!!!
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O Rock 80 Brasil está em luto. Faleceu ontem Paulo Humberto Pizziali, o Peninha, percussionista do Barão Vermelho.
Peninha, junto com Fernando Magalhães, entrou no Barão Vermelho após a saída de Cazuza e participou de todos os discos desde o  "Declare Guerra", o primeiro do Barão sem Cazuza.
E que Peninha continue animando os shows com sua percussão mágica lá no andar de cima!
Abaixo um show do Barão em 1994, no Bem Brasil.




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O guitarrista e compositor Augusto Licks apresentará “Do Quarto Para o Mundo” em Porto Alegre no dia 24 de setembro de 2016. A palestra interativa retorna à capital gaúcha ainda mais lapidada, desta vez no Centro Histórico-Cultural Santa Casa, localizado na região central da capital gaúcha. Destinado à estudantes, músicos iniciantes, e amantes de música em geral, o projeto é um momento raro e precioso para aprender e se emocionar, numa conversa enriquecedora com um dos maiores guitarristas de todos os tempos do cenário nacional.

Organizado pela Roma Produtora em parceria com a Liga Produção Cultural e com promoção da BD Divulgações, o evento oferece participações que podem ser adquiridas antecipadamente, a partir de R$200,00 no lote promocional de inscrições. Com vagas limitadíssimas para assegurar a qualidade dos conteúdos, a conversa terá um intervalo interativo para coffee break/lanche. Antes do início, em momento de confraternização individual com os participantes, Augusto Licks tirará fotos e dará autógrafos aos interessados.

Os conteúdos são divididos em duas partes: conceitual e prática. Informações e experiências são transmitidas, e perguntas são respondidas, tudo com profundidade, de maneira mais qualitativa do que quantitativa. Num clima intimista, Augusto Licks oferece um amplo cardápio de temas para que os participantes formulem suas perguntas.

"Do Quarto Para o Mundo":

Diferente de cursos, aulas ou oficinas convencionais, este workshop não se prende a aspectos técnicos da música, embora ofereça atalhos para uma melhor compreensão e utilização dos mesmos. A abordagem é mais ambiciosa: busca situar o hábito musical em relação a outros aspectos da realidade, partindo da afirmação desse hábito diante dos obstáculos que a vida em sociedade impõe. Daí o título, que descreve o caminho entre a intimidade (Quarto) e o conflito social (Mundo). Nem todos têm a música como uma coisa boa e tranquila em suas vidas, muitas vezes resultado de experiências negativas na família ou na escola. Além disso, os ambientes de convívio musical são repletos de situações conflituosas e desafiadoras. Questões existenciais somam-se então às variáveis técnicas e materiais de uma atividade musical. Entender melhor e conversar sobre isso pode proporcionar a um iniciante, por exemplo, uma oportunidade única de se familiarizar com situações que irá viver, tornando menos complicado o "caminho das pedras".

Muito mais do que um workshop, "Do Quarto para o Mundo" foi elaborado com a preocupação de evitar superficialidade e ao mesmo tempo não despejar excesso de informação. Isso só é possível graças à natureza não-virtual da atividade, que se estende por mais de quatro horas e meia para que os conteúdos possam ser tratados com profundidade, e também graças à interatividade. Augusto Licks dedica toda a segunda parte a responder perguntas. São então os próprios participantes que dão ênfase aos temas.

Como a gama de assuntos difere de uma edição para outra, "Do Quarto para o Mundo" funciona como um trem de conhecimentos, que se reabastece em cada cidade com a interatividade dos respectivos grupos de participantes. É uma experiência orgânica, que não se encerra na tarde de sábado: os participantes continuam ativos em um grupo fechado de rede social. Por lá, a conversa continua."Por onde passa, nosso trem levanta poeira, tempestade de ideias", comenta Augusto Licks. E por quê dar-se ao trabalho, qual a motivação para tudo isso ? "- Pra mim, é um ato de resistência contra o senso comum", responde o guitarrista.

Em todas as cidades onde "Do Quarto" já foi realizado, o tempo passou rápido tamanha a intensidade do bate-papo e a diversidade de assuntos, que por vezes incluem até temas polêmicos como drogas, religião, política ou futebol, deixando entre os participantes um gostinho de querer mais. "Quero esclarecer que, embora destinado àqueles que estão começando a fazer música ou ainda sonham com isso, o workshop abrange assuntos que podem interessar a qualquer pessoa que goste de música, pois são questões universais e existenciais, não apenas assuntos técnicos ou privilégio de poucos", enfatiza Licks.

Participantes:
A mais recente edição do Workshop “Do Quarto Para o Mundo” foi realizada em Curitiba, no dia 7 de maio de 2016. O evento contou com a presença de músicos iniciantes e fãs que se deslocaram de várias partes do País. Com sua conhecida guitarra Steinberger 06, a famosa "Loira" de tantas apresentações memoráveis, Augusto Licks tocou uma "palhinha" com trechos de músicas marcantes de sua carreira e também novidades do seu "Jardim Musical", muitas vezes levando os participantes às lágrimas. Admiradores e músicos classificaram a edição como inesquecível:

Fábio Adamczuk viajou de Erechim (RS) a Curitiba para participar do Workshop do guitarrista que acompanha há muitos anos. ”Foram duas noites dentro do ônibus, mas com certeza é uma experiência muito gratificante. Esse contato com o Augusto Licks, que continua fazendo parte da nossa vida e da música no dia a dia, acontecendo por um processo simples de poder discutir música é muito válido”, diz Fábio.

O participante Rafael Saugo, que também viajou de Erechim, descreveu o momento com o ídolo: “Nós viemos até aqui para ver e curtir esse Workshop que valeu muito a pena. Augusto Licks é um ícone e as músicas que nos proporcionou com o som de hoje fizeram parte da nossa ideologia enquanto espectadores e fãs que somos”, comentou.

Quer aprender sobre música conversando com um dos heróis da guitarra nacional? Venha participar deste esclarecedor Workshop e aprimorar sua forma de fazer e ouvir música.

Serviço: 
"Do Quarto Para o Mundo", workshop de Augusto Licks em Porto Alegre
Inscrições:https://www.sympla.com.br/augusto-licks-workshop-do-quarto-para-o-mundo-em-porto-alegre__79976
Valores: Primeiro Lote: R$220,00 (+ R$22,00 Taxa) ou sem taxas pelo
e-mail: contato@romaprodutora.com.br (somente depósito bancário).

Data: 24/06/2016
Local:  Centro Histórico-Cultural Santa Casa - Av. Independência, 75 - Bairro Independência, Porto Alegre – RS
Público-Alvo: Músicos, iniciantes ou não. Estudantes. Qualquer pessoa que goste de música.

Saiba mais pela página do Facebook: facebook.com/workshoplicks


Valdir Finoti - Especial para o blog Rock 80 Brasil

"Quando eu compus, fiz, 'Ouro de Tolo', uns imbecis me chamaram de Profeta do Apocalipse, mas eles só vão entender o que eu falei, no esperado dia do eclipse"
Era uma segunda feira de Sol normal como as outras, mas ele transformou aquele 21 de agosto de 1989, fazendo com que esta data ficasse gravada na mente e coração de uma legião de malucos seguidores do Raulseixismo, uma especie de culto indefinível.
O dia do Maluco Beleza como agora é conhecido, traz diversos eventos por todo o país, além da tradicional passeata que acontece todos os anos com saída em frente ao Teatro Municipal de São Paulo.
Falar de Raul Seixas com quem curti sempre foi prazeroso, mas falar principalmente com quem não gosta, o prazer é ainda maior.
Quem tem o Rock na veia e viveu o auge dos anos 80 sabe muito bem o que é isso, tendo em vista o cenário musical  que tentam nos empurrar goela abaixo.
Raul sempre andou na contramão dos enlatados que são colocados nas prateleiras das paradas do que chamam de  'sucesso' um pseudo sucesso.
Vinte e sete anos sem Raulzito e é comum ver cada vez mais jovens que nem eram nascidos quando ele se foi, curtirem suas músicas.
Como Raul disse em uma de suas canções ... "os homens passam e as músicas ficam". Mas Raul não passou, se eternizou com sua maluquez, estando presente em muitos palcos de outros artistas e praticamente em todos os bares onde sempre se ouve alguém gritar 'Toca Raul' ...
O Maluco Beleza sempre viveu anos a frente de sua geração e a genialidade nas entrelinhas de suas letras, sempre atuais, rompiam o silêncio da censura.
O barulho de suas músicas ensurdeciam as mentes de cabresto mas, por outro lado, Raul conseguiu com o seu rock, tirar as mordaças amargas de toda uma geração.
Se Luar é seu nome aos avessos, como ele dizia em outra canção, podemos afirmar que Raul não tem fim e isso, é só o começo. 
E se hoje é o dia do Maluco Beleza, então mais do que nunca Toca Raul...
Guto Goffi, o eterno baterista do Barão Vermelho, agora também está se aventurando em novas praias. Uma delas é o grupo instrumental Bicho de Pau. Mas não é qualquer instrumental não. O formato já impressiona de cara: bateria, percussão e stick bass (tipo uma versão de baixo elétrio com 25 trastes e pode ter de 7 a 12 cordas dispostas e dois grupos distintos). Guto está na bateria, Cesar Brunet na percussão e Rique Seraphico no stick bass.
O blog Rock 80 Brasil bateu um papo com os três "bichos de pau", que estão em pleno processo de gravação de um CD. Vamos conferir o bate-papo:

Blog Rock 80 Brasil: Como pode ser definido o Bicho de Pau?

Guto: O Bicho de Pau, na minha cabeça e compreensão, é a arte de produzir sons e fazer ele acontecer a partir de instrumentos de pau (madeira). Eu percebo tudo isso de forma, muito primitiva e ao mesmo tempo acho moderníssimo. As coisas são cíclicas na vida e por isso esse rock/fusion, latin, afro-brasileiro volta com frescor e originalidade incomuns.
Rique: Um casamento que tinha tudo para dar errado, dando certo (risos)!

Blog Rock 80 Brasil: Como surgiu a ideia de montar o grupo?
Guto: O Rique Seraphico é meu amigo de antes do Barão Vermelho. Tocamos juntos em grupo de rock progressivo na juventude. Ele me convidou para fazermos um duo roqueiro tocando temas cheios de convenções etc. Eu disse a ele que me interessaria, mas incluindo um percussionista, que teríamos uma variedade e que a linguagem rítmica se multiplicaria com esse reforço. E foi o que aconteceu, o Cesar Brunet foi convidado e topou. Ele é irmão do Peninha, que toca comigo no Barão.

Blog Rock 80 Brasil: Por que a escolha do instrumental?
Cesar: Foi acontecendo naturalmente, aflorou este som e não sentimos necessidade de colocarmos um cantor. Eu acho que foi muito importante essa junção da percussão com a bateria e o stick bass, porque geralmente as pessoas escutam uma música com melodia, harmonia e já estão acostumadas a isso. No Bicho de Pau a pessoa vai encontrar algo diferente, no caso a parte rítmica é quem realmente determina as coisas.

Blog Rock 80 Brasil: Cada um traz uma bagagem musical diferente - o Guto o rock, o César a música latina e você o rock progressivo. Como juntar tudo isso em uma única proposta?
Rique: Claramente, a meu ver, uma questão de respeito mútuo, aceitando o input e musicalidade que cada um tem a oferecer ao grupo, sem julgamento, com uma mente aberta, sem ter definições e expectativas definidas em relação ao produto final. Tudo é bem recebido e explorado pelos três, até acharmos algo que funcione e que agrade a maioria dentro do grupo.

Blog Rock 80 Brasil: O que muda na bateria de um grupo com voz para um instrumental? Exige mais do baterista?
Guto: Com certeza no instrumental existe mais espaço para ser preenchido num tema sem a voz principal. Uma música com letra deve ser pontuada pela bateria, reforçando as principais frases da música. No instrumental a música tem que ganhar o espectador, e todas as passagens, intensidades, calibres e dinâmicas, tem que rolar do volume 0 ao 100. Tem que fazer mágica, ou seja tocar mesmo!

Blog Rock 80 Brasil: No grupo a sua percussão tem que ocupar 33,333% do espaço. Como equililbrar os diversos sons e instrumentos entre a bateria e o stick bass?
Cesar: É puro sentimento o que eu faço. Acho que minha mãe deixou essa herança pra mim. Minha mãe foi dançarina muitos anos do Dancing Brasil, furando cartão e dançando com os clientes. Carrego essa musicalidade até hoje comigo. No trio todo mundo tem que tocar.

Blog Rock 80 Brasil: Falando em  Stickbass. Porque a escolha deste instrumento nada usual, em um formato de grupo nada usual, tocando música instrumental, nem sempre tão usual?
Rique: Justamente por tudo que menciona, achamos que seria o instrumento ideal para trazer uma sonoridade e visual totalmente inusitado, inesperado e excitante. É hora de mudanças, de experimentarmos e ousarmos de novo; há muito não se via isso no Brasil. A meu ver o mercado, principalmente o brasileiro, está estagnado há muito tempo, nada realmente novo acontece. A proposta do Bicho De Pau traz tudo isso e muito mais. É diferente, novo "a bit fresh of air" para o mercado instrumental de música. Tem um pouco de tudo ali, para todos os gostos.

Blog Rock 80 Brasil: Vocês já fizeram algumas apresentações. Quais os próximos passos do grupo? Já está concretizada a ideia de gravação de um trabalho autoral?
Guto: Sim. Queremos terminar de gravar um CD; já gravamos 5 faixas e faremos mais 3 novas. Se estiver bonito com 8, será feito. Se acharmos pouco, faremos mais 2 e teremos 10 faixas, todas autorais. A maioria das composições são do Rique. Mas eu apresentei 2 temas, e tenho mais alguns na manga (risos)

Além disso, Guto fez a produção musical e de vídeo de uma linda versão de Aquela do Brasil. 
Confira abaixo uma palhinha do Bicho de Pau e em seguida a Aquarela do Brasil que Guto produziu:


Há exatos 15 anos o Rock 80 Brasil perdia Marcelo Fromer, guitarrista dos Titãs. Ele morreu atropelado em São Paulo.
Fromer iniciou sua carreira musical no grupo Trio Mamão e as Mamonetes, que também tinha Tony Bellotto e Braco Mello, que viriam a ser também seus companheiros nos Titãs do Iê-Iê e depois Titãs.
Fromer sempre foi reservado. Não era o que estava à frente do grupo nos shows, mas grande parte dos sucessos da banda tem seu nome entre os compositores.
A sua morte foi um capítulo triste na história da banda. No livro "A vida até parece uma festa", os autores Herica Marmo e Andre Luiz Alzer, contam os momentos difíceis que os integrantes passaram naquele período.
O grupo estava com as malas prontas para ir ao Rio gravar o álbum "A melhor banda de todos os tempos da última semana". Cadê o Fromer? Até que um telefonema não trazia boas notícias. Tudo ainda estava meio nebuloso. Era um titã ligando para outro madrugada adentro. Até que a confirmação da triste notícia de sua morte.
Sérgio Britto, parceiro de muitas composições com Fromer, fez a Epitáfio, que entrou no disco e virou sucesso nacional. E que Fromer continue tocando sua guitarra, esteja onde estiver.




Hoje o Brasil perdeu o primeiro roqueiro do país. Cauby Peixoto morreu aos 84 anos. Quem lembra do nosso cantor de voz aveludada talvez não imagina que ali esteve um roqueiro. Mas teve sim.
Quem cantou pela primeira vez um rock no Brasil foi a cantora de samba Nora Ney, em 1955, com o rock americano "Rock Around The Clock". Mas foi Cauby quem cantou o primeiro rock composto no Brasil. A música foi "Rock and roll em Copacabana", no ano de 1957, composto por Miguel Gustavo, o mesmo autor da marchinha "Pra frente, Brasil".
E não ficou por aí não. No filme "Minha Sogra é da Polícia" Cauby canta "That's Rock", de Carlos Imperial, acompanhado pelo The Snakes, um grupo de rock que tinha entre seus integrantes o tremendão Erasmo Carlos. Depois disso ainda gravou "Enrolando o Rock", de Betinho & seu Conjunto. Vamos conferir e prestar essa justa homenagem.



Texto: Marcelo Augusto Fernandes

No final da década de 80, na minha adolescência, vi um cara tocando guitarra numa banda de rock chamada Engenheiros do Hawaii, da qual virei um super fã. Esse guitarrista me surpreendia e ficava imaginado como pode uma só pessoa fazer esse som de guitarra? Esse cara é Augusto Licks.
A partir daí comprei uma guitarra, estudei música e passei a pesquisar sobre a banda em uma época que não existia internet. Augusto Licks era o mais experiente da banda com trabalhos já consagrados no Sul.  Eu tentava tirar os solos na guitarra e quando conseguia pelo menos 30 segundos era uma festa. Como sempre fui fã dele e meu sobrenome é Augusto, a galera começou a me chamar de Augustinho. Não cheguei a tocar 10% do que ele toca, mas para mim era uma honra.
Bom... Augusto Licks ganhou prêmios, fez uma apresentação histórica no Rock in Rio e deixou sua marca no Rock Nacional. Por uma ironia do destino a banda acabou. Apesar disso, Licks estava presente na minha coleção de discos, nas reportagens de revistas que guardava, na minha vasta gravações de VHS´s e, principalmente, nos acordes da guitarra.
O tempo passou e então ele aparece com o projeto "Do quarto para o mundo", um workshop e troca de ideias sobre música, ou seja, mostrar seu conhecimento para fãs, músicos ou pessoas que gostam de música. Acompanhei esse projeto por anos até que chegou a oportunidade, ou seja, seria realizado em São Paulo.
No dia 12 de março de 2016, dois dias após completar 41 anos, chego na Avenida Paulista duas horas antes do evento. Por sorte, coincidência ou pelo destino me dar esse prêmio,  andando pela Paulista dou de frente com os produtores do projeto Rodrigo Pedrosa e Manu Meneses juntamente com quem? - AUGUSTO LICKS!
De início os produtores me conheceram e me apresentei ao melhor guitarrista do Rock Nacional, que carregava uma bag onde imaginava qual seria a guitarra que carregava. O cara foi de uma simpatia espetacular, super educado e me deixou bem à vontade.  
Logo esperei alguns minutos e me dirigi ao local do evento, onde fui o primeiro a chegar. O dia estava ao meu favor e recebo esse presente de aniversário e dou de cara novamente com Licks.  Conversamos sobre diversos assuntos, parece que nos conhecíamos a tempo. Falamos sobre música, sobre as crianças no mundo musical e outros assuntos. Tirei fotos, pedi autógrafo, ou seja, tudo que um fã pode sonhar. Isso foi um momento mágico e nessa hora vi que sou um cara de sorte.
A galera foi chegando (galera de 16 a 40 e poucos anos) e com isso começa o workshop. Foram praticamente cinco horas de conhecimentos sobre a evolução da música, guitarras, pedais de efeitos, bandas, o que o músico deve fazer para não se afundar e assuntos sobre a carreira. O que me impressiona é que, além de bom músico, ele é um ótimo palestrante, pois a galera nessas horas sempre esteva atenta as suas palavras.
No final a guitarra que esperava era a Steinberger 06, sonho de qualquer guitarrista. Deu algumas canjas e foi de emocionar. Fiquei alucinado olhando Licks tocar e passou um filme em que, no final, valeu a pena cada segundo nesse local.
No meu ponto de vista, Augusto Licks é o último guitarrista do rock nacional. Hoje, infelizmente, não encontramos aquele cara que se destaca pela guitarra, ou pelo solo ou pela atitude. Nessa época de internet o que salva é rever tudo isso pelo youtube.
E que venham novos trabalhos de Augusto Licks.



O músico Augusto Licks já está com tudo pronto para mostrar na capital paulista um pouco sobre guitarra, música, tecnologia e mais um bocado de coisa. O guitarrista, que já tocou com Nei Lisboa, Engenheiros do Hawaii, pela primeira vez leva aos paulistano, público que sempre o tratou com muito carinho, o workshop "Do quarto para o mundo", uma aula de tudo e muito mais. A palestra, que acontece no dia 12 de março, é destinada a músicos iniciantes e todo tipo de público apaixonado pelo universo musical. Com inscrições limitadíssimas, o evento é um momento raro e precioso para aprender com um amplo conteúdo programático dividido entre assuntos conceituais e práticos. Em quatro horas de ensinamentos, os temas abordados seguem de acordo com a solicitação e ênfases dadas pelos próprios participantes.  
As inscrições para o Workshop podem ser adquiridas a partir de R$ 200,00 disponíveis no segundo lote de participações pelo site Sympla ou sem taxas através do e-mail contato@romaprodutora.com.br. O evento será realizado no período da tarde, na Avenida Paulista, próximo ao prédio da FIESP e à estação Brigadeiro do Metrô. A programação traz ainda um intervalo interativo para a realização de um coffee break/lanche. Em um momento de confraternização individual com os participantes, Augusto Licks tirará fotos e dará autógrafos aos interessados. 
Num clima intimista, as experiências são transmitidas ao público de uma maneira muito mais qualitativa do que quantitativa. "Quero esclarecer que, embora destinado àqueles que estão começando a fazer música ou ainda sonham com isso, o workshop abrange assuntos que podem interessar a qualquer pessoa que goste de música, pois são questões universais e existenciais, não apenas assuntos técnicos ou privilégio de poucos.", comenta Augusto Licks no release de divulgação do evento. 

Serviço: 
Workshop Augusto Licks "Do Quarto Para o Mundo" em São Paulo
Inscrições:https://www.sympla.com.br/augusto-licks-workshop-do-quarto-para-o-mundo-em-sao-paulo__50960
Valores: 1º Lote: R$180,00 (+ R$18,00 Taxa) ou sem taxas pelo e-mail: 
contato@romaprodutora.com.br (somente depósito bancário)
Data: 12 de março de 2016
Localização: Avenida Paulista – Próximo ao prédio da FIESP e a estação 
Brigadeiro do Metrô (os participantes serão informados por e-mail do endereço completo). 
Público-Alvo: Músicos Iniciantes. Estudantes de Música. Qualquer pessoa que goste de música.
Facebook: https://www.facebook.com/workshoplicks
Twitter: https://twitter.com/LicksWorkshop


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