Rock 80 Brasil
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Foi no dia 12 de agosto de 1986  que a banda RPM ganhou o disco de platina pela venda de 250 mil cópias do álbum "Rádio Pirata Ao Vivo" (15 dias depois de ser lançado). No total, foram vendidas  mais de 2,5 milhões de cópias. Este foi o segundo álbum do grupo e um dos mais vendidos na história do disco no Brasil.
O show que virou disco foi gravado no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, nos dias 26 e 27 de maio de 1986. O show foi dirigido por ninguém menos que Ney Matogrosso, o vocalista de uma das bandas mais respeitadas no rock brasileiro, a Secos & Molhados.
E não por acaso, entre as músicas do disco estão duas regravações, a "London London", do Caetano Veloso (que já falamos dela aqui) e "Flores Astrais", do Secos & Molhados e composição de João Apolinário e João Ricardo. Essa música foi gravada originalmente no álbum "Secos & Molhados II", de 1974, o último com a formação clássica Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad. Vamos conferir as duas versões.



E quem aniversaria hoje é o eterno galã do Rock 80 Brasil, o senhor Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros, o Paulo Ricardo do RPM.
O RPM, como disse nosso escritor do BRock, Artur Dapieve, foi nosso The Beatles brasileiro. Isso em razão da euforia que causou na época, lá em meados dos anos 80. Talvez nenhuma outra banda tenha chegado ao sucesso tão rápido e em efeito tão arrasador quanto o RPM.
E falando em The Beatles, em uma das vezes que Paulo Ricardo fez voo solo, ele escolheu nada mais nada menos que a música "Imagine" do John Lennon para gravar. Isso foi em 2001. A gravação foi tema da novela da Rede Globo "Estrela Guia". Vamos conferir a versão!


















Toda banda de Rock 80 Brasil se consagrou em um grande hit no início da sua trajetória musical. E assim não foi diferente com o RPM.
E para retratar muito bem o auge dessa música, Paulo Ricardo e mais alguns amigos fizeram parte de um dos episódios do programa "Por Trás da Canção", transmitido pelo Canal Bis, contando detalhes essenciais sobre a letra.

E aí, que tal conferir e descobrir qual é desse "Olhar 43"? Então solta o player aí!




Aproveita e o ouça a canção!


























No último sábado, 26, o Festival "Live Sessions" apresentou três bandas consagradas do velho e bom Rock 80 Brasil. Lá estavam o RPM, Biquini Cavadão e Titãs dividindo o mesmo palco no Citibank Hall, em São Paulo.

Assim que o relógio apontou 21h, subia ao palco o RPM para iniciar o show. Um público ainda tímido, porém, receptivo, se empolgava a cada hit que o Paulo Ricardo relembrava, como "Rádio Pirata" que animou àqueles que estavam presentes.
Voltando ao túnel do tempo, os caras do RPM embalaram a noite com "Juvenília" e "Alvorada Voraz", e com tantas canções marcantes a banda ainda homenageou o Cazuza e cantou "Exagerado".
Com tantos agradecimentos feitos, "Olhar 43" fez com que o público cantasse em coro uma das músicas que mais impactou uma geração. Mas a banda não só relembrou o início de sua carreira, como tocou uma das novas canções do álbum Elektra, "Dois Olhos Verdes" que não desaminou a ocasião.
























Mas a noite de muita música não parou por aí! Em seguida, quem dominava o palco após a apresentação do RPM era o Biquini Cavadão.
O Bruno Gouveia em suas performances e composições, não deixou o público desanimar sequer nenhum momento e embalou o show com "Dani", "Impossível", "Múmias" e tantos hits que emplacaram tantos anos de estrada. E relembrando outras bandas da mesma geração, o Biquini cantou "Inútel", do Últraje a Rigor e "Astronauta de Mármore", da banda gaúcha Nenhum de Nós.
Tanto o público quanto os músicos, todos demonstravam a mesma euforia e nostalgia no Citibank Hall. E sem deixar escapar as novas canções do álbum "Roda Gigante" que foi indicado ao Grammy Latino, o grupo fez bonito com "É Dia de Comemorar", "Amanhã é Outro Dia" e "Roda Gigante". Com direito a mosh durante o show e participação de um fã no palco, a banda encerrou a noite com "Zé Ninguém".























Opá! Eu disse "encerrou"? Pelo menos não naquela hora, afinal os nossos correspondentes também presenciaram o show que os Titãs deram naquele palco.
Assim que a banda entrou, o público não estava nem um pouco exausto de estar naquele festival, e cantou junto os hits marcantes "AA UU", "Polícia" e "Flores". O Paulo Miklos que dominava o vocal com o Branco Mello e Sérgio Britto, e Tony Bellotto nas guitarras, expulsava dentro de si a satisfação de dividir o palco, pela primeira vez, com duas bandas revolucionárias.
Os Titãs que tanto falavam e demonstravam as suas opiniões em forma de música, cantaram três canções inéditas "Fardado", "Chegada ao Brasil (Terra À Vista)" e "Mensageiro da Desgraça" de um álbum que será lançado em breve, intitulado "Nheengatu".
Fora as canções já conhecidas e cantadas pelo público como "Desordem" e "Vossa Excelência", a banda convidou o Bruno Gouveia e cantaram juntos "Sonífera Ilha".

A noite de sábado na capital paulista foi testemunha do quanto o rock nacional estava presente e envolvendo gerações de fãs que retribuíam aos shows a extrema satisfação de curtir o que muitos achavam que não existia mais: o Rock 80 Brasil.


Confira as fotos do Festival "Live Sessions" com o RPM, Biquini Cavadão e Titãs clicando AQUI.

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Cobertura: Ellen Visitário
Fotos: Raphael Prado




De um lado a banda que causou o maior furor lá na metade dos anos 80. Do outro, o líder de uma das bandas de maior representatividade do nosso Rock Brasil, também nos anos 80. Estamos falando de RPM e Renato Russo, da Legião Urbana.
Entre idas e vindas do grupo, em 2001 o RPM mais uma vez se reuniu e começou a tocar uma série de projetos, entre eles a gravação de um show ao vivo, o MTV RPM, lançado em 2002. Lá estão grandes sucessos, entre eles a música "A Cruz e a Espada", gravada originalmente no primeiro álbum da banda, o "Revoluções por Minuto", de 1985. Nesta primeira versão, a música de Paulo Ricardo e de Schiavon trazia uma letra romântica travestida em uma roupagem rock.
No show que resultou no álbum MTV RPM, foi utilizada uma versão acústica, com violão e uma orquestra. Uma linda versão que traz um dueto surpreendente: a voz de Paulo Ricardo e de Renato Russo. Quer saber? Ficou muito bom!

 
Era só aparecer os meninos do RPM que as meninas ficavam para lá de ... felizes!!! O RPM foi, como disse o grande Dapieve, os Beatles brasileiros tamanha foi a euforia que o grupo provocou principalmente na década de 80. Paulo Ricardo, Schiavone, Deluqui e PA fizeram história no rock brasileiro.
E como parte de toda esse cenário em volta do grupo estão os videoclipes. Na década de 80 alguns programas guardavam um espaço dentro da sua programação para a exibição de clipes. Estamos falando de um período pré-MTV. As próprias emissoras eram responsáveis pela produção do clipe.
O RPM fez o clipe "Rádio Pirata" em 1985 e usou e abusou de um cenário parecendo uma garagem e os integrantes da banda em situações diversas. Enfim... Chega de blá-blá-blá e vamos ver o clipe.


 
O ano de 2013 está acabando e o que mais marcou neste país foi a onda de protestos. Inúmeros protestos. O gigante acordou. E nesta mesma onda, os nossos roqueiros também surfaram.
Assim como tantas bandas do Rock 80 Brasil, O RPM foi testemunha dessa massa de protesto, afinal, o RockClipe de hoje é uma música onde a banda retrata muito bem o que muitos queriam dizer nesta composição de Primavera Tropical.
A letra que traz uma potência gigantesca em dizer a verdade sem abaixar a cabeça, também traz riffs e arranjos pesados. As imagens que são retratadas no vídeo clipe foram retiradas de reportagens que eram transmitidas nos telejornais. Idosos, jovens, crianças. Gritos, revoluções e silêncio. Caras pintadas, riso contido, choro abafado. Tudo isso e mais um pouco o RPM transmitiu nesta canção que é, foi e sempre será um marco na história do Brasil.

"O Brasil está vivendo um momento crucial, e nós, que sempre cantamos a revolução, deflagramos agora nosso manifesto/canção/grito de guerra", diz aviso no site oficial da banda. RPM, na verdade, é abreviação de "Revoluções por Minuto".





Não há muito o que discutir: "A cruz e a espada" do RPM é uma das mais belas canções do nosso rock nacional dos anos 80. De autoria de Paulo Ricardo e Luiz Schiavon, ela foi gravada originalmente no primeiro trabalho do RPM, o "Revoluções por Minuto", em 1985. Também está no álbum MTV RPM 2002, em que a música foi incluída em uma versão que contou com a voz do Renato Russo, falecido em 1996. A música também está no "Renato Russo Presente", cujo encarte diz: "Amigos desde os anos 80, e com uma história semelhante de fãs de Rock que começaram no jornalismo, Renato Russo e Paulo Ricardo encontraram-se para uma regravação do clássico romântico do RPM de 1985. Com 'Rock Popular Brasileiro' (1995), seu terceiro álbum solo, Paulo Ricardo deu início a uma nova fase em sua carreira e o sucesso deste dueto de 'A Cruz e a Espada' foi passaporte para a continuação desta etapa."

Era uma vez um jovem, apaixonado por música e estudante da música clássica. Ele sai da Argentina para morar com o primo no Rio de Janeiro. O detalhe é que o primo é um roqueiro. Tem mais: a cidade do Rio de Janeiro (e o resto do Brasil) vivia uma efervescência do rock 80 Brasil. Nesse clima todo, o rapaz tem que escolher entre o amor de infância e uma jogadora de vôlei.
Esta é a trama de "Rock Estrela", de 1985, filme dirigido por Lael Rodrigues e que conta nos papéis principais com Diogo Vilela, Léo Jaime, Malu Mader e Vera Mossa. Tem ainda Celso Blues Boy, Supla e Paulo Ricardo que aparecem no filme.
O filme faz parte de uma trilogia de Lael Rodrigues no auge do BRock: "Bete Balanço" (1984), "Rock Estrela" (1985) e "Rádio Pirata" (1987). E assim como a anterior "Bete Balanço", "Rock Estrela" tem sua trilha recheada de BRock: Léo Jaime, Tókio, Metrô, Dr. Silvana e Cia, RPM e outros. Mais um filme para nos deliciarmos de nosso melhor rock.

Se o rock 80 Brasil teve encrencas? Claro que sim. E uma das bandas que mais se encrencou e depois se perdoou e depois se encrencou de novo e assim vai foi o RPM. A eles cabem vários posts, mas, como se diz por aí, vamos “começar pelo começo”.

Paulo Ricardo, que morava em Brasília, mudou para São Paulo no final da década de 70. Ele já tinha passado por uma experiência musical em banda, mas ainda muito incipiente.

Paulo Ricardo tinha um amigo Paulo Valenza, que tocava bateria. Este o convidou a ir a um ensaio de sua banda e foi lá que Paulo Ricardo conheceu Luiz Schiavon. Neste dia rolou uma discussão na banda. O motivo: se as canções deveriam ser cantadas em inglês ou em português. Mesmo de fora Paulo Ricardo opinou que as letras deveriam ser cantadas em português. Essa sua manifestação aproximou-o de Schiavon, que tinha a mesma opinião. Pouco tempo depois estavam os dois formando uma banda de rock progressivo: o Aura, que durou um ano e meio. Depois... novos capítulos virão, novas encrencas também.

Fonte da foto: www.123people.co.uk

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