Rock 80 Brasil
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Gravado em dezembro de 2001, na baiana Costa do Saiupe, o antigo programa "Luau MTV" convidou os Titãs a participar do último episódio daquela temporada. E dentre tantas faixas de sucessos do grupo, que até então ainda tinha o Nando Reis como integrante, os músicos decidiram abrir o programa em uma singela homenagem a Raul Seixas.

A canção da vez foi "Aluga-se", lançada pelo maluco beleza no disco "Abre-te Sésamo", de 1980. Já esta versão feita pelos Titãs foi registrada em DVD e lançada pela própria MTV no ano de 2002, embora este álbum não se encontra nos discos oficiais da banda.

Chega de papo! E bora relembrar este RockCloner!


O Rock 80 Brasil acordou hoje com uma notícia que pegou os fãs do BRock desprevenidos. Paulo Miklos deixa a banda por motivos pessoais e para se dedicar a projetos individuais. Mesmo com sua saída, os Titãs, agora com Branco Mello, Sérgio Brito e Tony Bellotto, anunciaram também que continuam na estrada e prontos para novos projetos que venham a surgir. Para acompanhar a banda foi convidado o guitarrista Beto Lee, filho da Rita Lee e do maridão Roberto de Carvalho.
Os Titãs vêm de um histórico de uma banda numerosa, mas que com o tempo foi sofrendo baixas. A primeira foi em 1984, antes mesmo do lançamento do primeiro disco, quando o grupo tinha 9 integrantes, com a saída de Ciro Pessoa. Na virada deste ano para 1985, Andre Jung (que depois iria para o Ira!) é mandado para fora da banda e no seu lugar entra Charles Gavin. Em 1992 Arnaldo Antunes deixa a banda; em 2001 Marcelo Fromer morre em um atropelamento; em 2002 Nando Reis deixa a banda; em 2010 é a vez de Charles Gavin (Mário Fabre assume as baquetas); e agora em 2016, Paulo Miklos. 
Se por um lado a banda sofreu as baixas, por outro o Rock Brasil ganhou mais peso, pois todos continuaram a se dedicar a projetos na área de música. 
O blog Rock 80 Brasil deseja ainda mais sucesso para os Titãs e para a carreira solo de Paulo Miklos.
Segue o comunicado oficial divulgado pela banda no seu Facebook:

"Os Titãs informam que Paulo Miklos se desliga da banda, por decisão pessoal, para se dedicar a projetos individuais.

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto prosseguem como Titãs, com o apoio da gravadora Som Livre e de seu imenso público, honrando compromissos assumidos e outros que venham a surgir, fazendo shows com as canções que imortalizaram o grupo e criando novas músicas e projetos.

O guitarrista Beto Lee se junta ao baterista Mário Fabre na dupla de músicos especialíssimos que acompanharão os Titãs de agora em diante, nessa nova geração.

Os Titãs, ao longo de 34 anos de uma carreira exitosa, experimentaram várias formações sempre preservando a essência e o vigor de suas canções. Como um organismo coletivo que suplanta as individualidades que o compõem, os Titãs seguem determinados, impulsionados por inquietação e ambição artística, e orgulho das glórias conquistadas."
 

Foto acima: Silmara Ciuffa

Há exatos 15 anos o Rock 80 Brasil perdia Marcelo Fromer, guitarrista dos Titãs. Ele morreu atropelado em São Paulo.
Fromer iniciou sua carreira musical no grupo Trio Mamão e as Mamonetes, que também tinha Tony Bellotto e Braco Mello, que viriam a ser também seus companheiros nos Titãs do Iê-Iê e depois Titãs.
Fromer sempre foi reservado. Não era o que estava à frente do grupo nos shows, mas grande parte dos sucessos da banda tem seu nome entre os compositores.
A sua morte foi um capítulo triste na história da banda. No livro "A vida até parece uma festa", os autores Herica Marmo e Andre Luiz Alzer, contam os momentos difíceis que os integrantes passaram naquele período.
O grupo estava com as malas prontas para ir ao Rio gravar o álbum "A melhor banda de todos os tempos da última semana". Cadê o Fromer? Até que um telefonema não trazia boas notícias. Tudo ainda estava meio nebuloso. Era um titã ligando para outro madrugada adentro. Até que a confirmação da triste notícia de sua morte.
Sérgio Britto, parceiro de muitas composições com Fromer, fez a Epitáfio, que entrou no disco e virou sucesso nacional. E que Fromer continue tocando sua guitarra, esteja onde estiver.


"Não consuma esse disco se tiver estômago fraco. 'Nheengatu' é repleto de cenas fortes, impróprias para quem não encara as verdades de frente. Tem pedofilia. Tem fome, miséria, crack. Tem machista covarde que dá flores para a mulher, mas que se revela um monstro de ciúme possessivo." É assim que Hérica Marmo e Luiz André Alzer (autores do livro "A Vida Até Parece uma Festa", sobre os Titãs) definiram o disco lançado pelos Titãs em 2014.
Com base nessa atmosfera, os Titãs também planejaram um show repleto de músicas-porradas, com direito ao uso de máscaras assustadoras e muito mais. Tudo isso foi registrado em DVD, o "Nheengatu ao Vivo" que está sendo lançado pela Som Livre, e que a Folha de S. Paulo noticiou hoje em matéria assinada pelo jornalista Thales de Menezes.
De acordo com o jornalista, estão no show, e consequentemente no DVD, muitas músicas do disco "Nheengatu" e, assim, menos espaço para hits (o que vai na direção oposta do que normalmente acontece). De qualquer forma, logo vamos poder conferir e ter esse momento titânico registrado.



Eles, até hoje, são ícones do velho e bom Rock 80 Brasil. E com tantos discos já lançados na estrada, foi em 2001, ao lançar o álbum "A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana" que a banda se consagrou com o hit "Epitáfio".

Além de conter uma letra totalmente nostálgica, a música é cantata por Sérgio Britto e o vídeo clipe, que se caracteriza com cenas cotidianas, resgata os momentos vividos pelos integrantes da banda por diversas fases.

Como o nosso papo aqui é música, relembre conosco esse vídeo clipe dos Titãs, premiado em três categorias no VMB de 2002 da lendária MTV.




Cride com a banda Titãs após show dos músicos no aniversário de São Carlos (Foto: Fabio Mauricio)

"Ô Cride! Fala pra mãe que tudo que a antena captar meu coração captura". Esse é um dos versos da música "Televisão", do disco homônimo dos Titãs, lançado em 1985. E o Cride  que o Arnaldo Antunes canta não é um nome inventado, ficção! o Cride da canção é Euclides Gomes dos Santos, morador da cidade de São Carlos, interior paulista, e que faleceu no dia de ontem (07).
O Cride dos Titãs foi inspirado em um bordão repetido pelo comediante Ronald Golias. Mas o que um Cride tem a ver com o outro? Vamos explicar: Euclides dos Santos era vizinho de Golias, que durante sua infância morou na cidade de São Carlos. A mãe de Euclides sempre gritava seu nome na rua. Golias, que já tinha pinta de comediante desde menino, criou o bordão "Cride, fala pra mãe". Por falar da "Televisão", os Titãs usaram o bordão e o Cride também invadiu o rock nacional.
No ano passado, na passagem dos Titãs por São Carlos, a revista Kappa promoveu o encontro dos Titãs com o Euclides, o Cride, como pode ser conferido na foto acima. Abaixo, os Titãs cantando "Televisão" no Mixto Quente. Fica aqui a lembrança deste personagem do nosso Rock 80 Brasil. 



Se um encontro é pouco, dois é bom e três é melhor ainda. Em 2008 Os Paralamas do Sucesso e os Titãs, eternos companheiros de música e de estrada, se juntaram pra valer e gravaram um álbum, o "Paralamas e Titãs - Juntos e Ao Vivo".
Todo bom encontro tem bons convidados. Para festejar tudo isso, subiu no palco o ex-eterno Titã Arnaldo Antunes e, como tudo que é bom pode melhorar ainda mais, subiu também o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser.
Todos juntos no palco tocaram a música "Lugar Nenhum", que está no disco dos Titãs "Jesus Não Tem Dentes no País do Banguelas", de 1987, e que ficou imortalizada na voz de Arnaldo (aliás já falamos como nasceu essa música; não lembra? clica aqui). Chega de papo e vamos conferir esse encontro de Titãs... ops!!! 


E não é que foi em junho de 2004 que o Nando Reis fez uma baita versão à música “Não Vou me Adaptar”, de Arnaldo Antunes? É isso mesmo! A versão está registrada no álbum Ao Vivo MTV e foi gravada em Porto Alegre, na casa de show Opinião.

Como já sabemos, Nando Reis e Arnaldo Antunes se conhecem de outros carnavais, e a versão desta letra está contida no disco “Televisão”, dos Titãs, que por sinal, já falamos deste álbum por aqui, se lembra?

Chega de conversa, né? E bora ouvir o RockCloner de hoje, comandado pelo Nando Reis e Os Infernais. 






Final de ano é época de relaxar e descansar um pouco. Mas imagina: você está numa boa época profissional e pessoal e em plena virada de ano é mandado embora. Isso acontece em vários lugares, inclusive no Rock 80 Brasil. Foi o que aconteceu quando André Jung saiu dos Titãs. Hérica Marmo e Luiz André Alzer contam essa história no livro sobre os Titãs "A Vida Até Parece Uma Festa" (Ed. Record, 2002).
André Jung foi o primeiro baterista dos Titãs. Com o grupo gravou o primeiro disco, lançado em 1984. Para o segundo disco, que viria a ser gravado em 1985, o "Televisão", o grupo queria uma pegada mais rock n' roll.
Em pleno almoço de Natal de 1984, Charles Gavin, que já havia tocado no Ira! e que estava em uma banda que ainda iria surgir, o RPM, recebeu uma ligação de Branco Mello o convidando para entrar no grupo. Gavin largou o almoço e foi conversar pessoalmente com Branco e com Sérgio Britto, que também estava no local. Charles ainda tentou fazê-los mudar de ideia, mas a decisão já parecia ter sido tomada. Charles aceitou. Assim, durante alguns dias os Titãs estavam com dois bateristas, sendo que um deles, o André não sabia disso.
No dia 31 de dezembro os Titãs foram fazer um show de reveillon no Rio de Janeiro, onde também tocou Lobão e os Ronaldos. Quase todo mundo já sabia que André seria expulso da banda (André ainda não). Depois do show foi marcada uma reunião para 11 da manhã do dia seguinte no hotel onde os Titãs estavam hospedados (todos menos André, que estava na casa da namorada Alice Pink). 
Junto com o empresário, os Titãs avisaram ao André que por 6 a 1, o grupo havia decidido pela sua saída. André ficou nervoso, ofendeu os colegas do grupo e quebrou parte do quarto do hotel. Quem o acalmou foi Nando Reis, o único que tinha votado contra sua saída.
André foi para casa da namorada, avisou que tinha sido expulso e voltou para São Paulo. Mas ele não ficou muito tempo desempregado. Como dividia um apartamento com Nasi, do Ira!, e como a banda estava sem baterista, no dia seguinte André foi convidado a integrar o Ira! e o resto da história sabemos.
Com a saída de André, Charles entrou nos Titãs, porém antes precisava sair do antigo grupo que estava, mas isso é história para um outro post.




Nada como um grupo de rock homenageando outro grupo de rock. Estamos falando de alguém dos anos 80 cantando um grupo dos anos 90, que teve como influência os anos 80. Entendeu?
No dia 28 de outubro de 1999 os Titãs lançaram o disco "As 10 Mais", em que fizeram várias homenagens a outros grupos, entre eles uma especial: o grupo Mamonas Assassinas.
Antes de estourar no meio da década de 90, os Mamonas Assassinas tentaram srm um grupo "sério" tocando músicas a la Rock Anos 80. Era a banda Utopia. Aí o grupo resolveu mudar de nome e assumir um estilo debochado que conquistou todo o Brasil.
Com apenas um disco lançado, o grupo foi uma das últimas explosões do rock brasileiro, vivendo um sucesso meteórico, que foi cortado com um acidente de avião. Dinho, o vocalista da banda, sempre deixou claro ser fã das bandas dos anos 80.
Então os Titãs resolveram homenagear o grupo e regravou um dos maiores sucessos dos Mamonas Assassinas, "Pelado em Santos". Para divulgar a música, os Titãs fizeram um clipe bem humorado, bem do estilo dos Mamonas, que incluiu até o garoto propaganda do Bombril. Vamos conferir! 
 



O Rock Brasileiro não começou nos anos 80: foi lá em meados da década de 50, mas foi com a Jovem Guarda, na década de 60, que o rock brasuca começou a ganhar contorno. A dupla Roberto e Erasmo Carlos foram um dos responsáveis por tudo isso, por isso não poderiam deixar de servir de referência para todo o rock que viria depois.
Foi no dia 7 de setembro de 1998 que os Titãs lançaram o álbum "Volume Dois", uma espécie de continuação do Titãs Acústico lançado em 1997. Entre as músicas do álbum estão regravações, inéditas e versões, como é o caso da canção "É Preciso Saber Viver", de Roberto e Erasmo Carlos, e gravada originalmente pelos Vips em 1968 e depois pelo rei como parte da trilha sonora do filme "Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa". Essa música, por sua vez, foi composta baseada na "It's Over", de Elvis Presley. Confira abaixo a versão dos Titãs, a do Roberto Carlos e a origem de tudo, a música de Elvis Presley.
 
Quando um artista do nosso Rock Brasil deixa a música, o que será que ele faz? Temos no Rock 80 Brasil vários artistas que partiram para outra atividade. Entre eles está Charles Gavin, ex-baterista dos Titãs.
Gavin passou por algumas bandas antes de entrar nos Titãs, no segundo disco. Mas desde aquela época o baterista sempre demonstrou gostar de todo tipo de música brasileira. Com a saída da banda em 2010, Gavin passou a se dedicar ao estudo da música brasileira, como conta matéria assinada por Tom Cardoso e publicada hoje no jornal Valor Econômico.
Charles Gavin possui uma coleção de mais de 5 mil CDs e mais de 10 mil vinis. Desde sempre ele se interessa por qualquer estilo musical, mesmo estando no rock. Participou de vários projetos de relançamento de discos que ficavam nos porões das gravadoras. Segundo Gavin, mais de 90% de tudo que foi lançado pela indústria fonográfica está fora do mercado. E seu trabalho foi justamente fazer uma pesquisa e convencer as gravadoras da importância de relançar os títulos para que as futuras gerações conheçam a história da nossa música. Porém, Gavin reclama que as gravadoras fecharam os portões para esse tipo de projeto e cobra do Estado uma política que valorize nossa música. Está certo Charles!


E quem está aniversariando é Marisa Monte, cantora, compositora instrumentista e produtora musical. Marisa Monte passou a ser referência como cantora brasileira principalmente na década de 90. Mesmo sendo rotulada como "MPB", Marisa passa por diversos gêneros musicais, dentre eles o rock.
Desde seu primeiro disco Marisa mostrou seguir o Rock 80 Brasil. Gravou a música "Comida" dos Titãs e a partir daí fez uma parceria com o grupo e com os ex-membros do grupo, como é o caso de Nando Reis e Arnaldo Antunes, com quem, junto com Carlinhos Brown, formou Os Tribalistas. No Acústico dos Titãs Marisa participou da música "Flores". Vamos conferir a versão que Marisa deu para "Comida". 
 


Eles estão de volta. Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Brito e Tony Bellotto, os Titãs estão de disco novo na praça, o "Nheengatu". O nome do álbum deriva da língua criada pelos jesuítas para integrar os colonizadores com os índios. Na capa, a imagem da Torre de Babel, um amontoado de línguas. É para isso que os Titãs vieram: para em uma língua falar várias do Brasil atual.
Foi lançado ontem o clipe de "Fardado", música que abre o álbum e que traz um retrato do país dos protestos que estão nas capas dos jornais. No release do disco, Sérgio Brito diz que "Fardado foi diretamente inspirado na fotografia de uma adolescente parada na frente de uma tropa da PM com um cartaz escrito: 'Fardado, você também é explorado'". Então vamos conferir o clipe que traz os Titãs com cara pintada e muito rock na veia. 
 
























No último sábado, 26, o Festival "Live Sessions" apresentou três bandas consagradas do velho e bom Rock 80 Brasil. Lá estavam o RPM, Biquini Cavadão e Titãs dividindo o mesmo palco no Citibank Hall, em São Paulo.

Assim que o relógio apontou 21h, subia ao palco o RPM para iniciar o show. Um público ainda tímido, porém, receptivo, se empolgava a cada hit que o Paulo Ricardo relembrava, como "Rádio Pirata" que animou àqueles que estavam presentes.
Voltando ao túnel do tempo, os caras do RPM embalaram a noite com "Juvenília" e "Alvorada Voraz", e com tantas canções marcantes a banda ainda homenageou o Cazuza e cantou "Exagerado".
Com tantos agradecimentos feitos, "Olhar 43" fez com que o público cantasse em coro uma das músicas que mais impactou uma geração. Mas a banda não só relembrou o início de sua carreira, como tocou uma das novas canções do álbum Elektra, "Dois Olhos Verdes" que não desaminou a ocasião.
























Mas a noite de muita música não parou por aí! Em seguida, quem dominava o palco após a apresentação do RPM era o Biquini Cavadão.
O Bruno Gouveia em suas performances e composições, não deixou o público desanimar sequer nenhum momento e embalou o show com "Dani", "Impossível", "Múmias" e tantos hits que emplacaram tantos anos de estrada. E relembrando outras bandas da mesma geração, o Biquini cantou "Inútel", do Últraje a Rigor e "Astronauta de Mármore", da banda gaúcha Nenhum de Nós.
Tanto o público quanto os músicos, todos demonstravam a mesma euforia e nostalgia no Citibank Hall. E sem deixar escapar as novas canções do álbum "Roda Gigante" que foi indicado ao Grammy Latino, o grupo fez bonito com "É Dia de Comemorar", "Amanhã é Outro Dia" e "Roda Gigante". Com direito a mosh durante o show e participação de um fã no palco, a banda encerrou a noite com "Zé Ninguém".























Opá! Eu disse "encerrou"? Pelo menos não naquela hora, afinal os nossos correspondentes também presenciaram o show que os Titãs deram naquele palco.
Assim que a banda entrou, o público não estava nem um pouco exausto de estar naquele festival, e cantou junto os hits marcantes "AA UU", "Polícia" e "Flores". O Paulo Miklos que dominava o vocal com o Branco Mello e Sérgio Britto, e Tony Bellotto nas guitarras, expulsava dentro de si a satisfação de dividir o palco, pela primeira vez, com duas bandas revolucionárias.
Os Titãs que tanto falavam e demonstravam as suas opiniões em forma de música, cantaram três canções inéditas "Fardado", "Chegada ao Brasil (Terra À Vista)" e "Mensageiro da Desgraça" de um álbum que será lançado em breve, intitulado "Nheengatu".
Fora as canções já conhecidas e cantadas pelo público como "Desordem" e "Vossa Excelência", a banda convidou o Bruno Gouveia e cantaram juntos "Sonífera Ilha".

A noite de sábado na capital paulista foi testemunha do quanto o rock nacional estava presente e envolvendo gerações de fãs que retribuíam aos shows a extrema satisfação de curtir o que muitos achavam que não existia mais: o Rock 80 Brasil.


Confira as fotos do Festival "Live Sessions" com o RPM, Biquini Cavadão e Titãs clicando AQUI.

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Cobertura: Ellen Visitário
Fotos: Raphael Prado




Os Titãs sempre estiveram na lista das bandas que produziram ótimos clipes. A música "Isso" é um exemplo. A canção está no álbum "A melhor banda dos últimos tempos da última semana", lançado em 2001.
O clipe começa com um amontoado de frases ditas por Branco Mello e aí começa a história. A letra da música trata de um relacionamento amoroso que não dá certo. No clipe o relacionamento se dá entre o titã ator Paulo Miklos e uma elefanta. Vale a pena conferir!
  



Eles não estiveram no primeiro Rock in Rio, embora já fossem presença marcante nas rádios e tvs naquele ano de 1985. Mas na segunda edição do festival em 1991 não teve como deixar os oito cabeça dinossauro de fora dos palcos. Os Titãs Paulo Miklos, Sérgio Brito, Branco Mello, Charles Gavin, Nando Reis, Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto (+ Liminha) subiram no palco como a segunda atração do dia 20 de janeiro. Antes dos Titãs, Hanoi Hanoi, subiu no palco, e depois deles Faith no More, Billy Idol e Guns n' Roses.
Em janeiro de 1991 os Titãs  ainda estavam na turnê do "Õ Blésq Blom", lançado em 1989. Mas o show no Rock in Rio o grupo passou pelos maiores sucessos da banda, incluindo "Flores", Polícia", "Cabeça Dinossauro", entre outras.




Na década de 90 o formato Acústico MTV vinha muito bem, obrigado. Já tinham passado pelo palco Barão Vermelho (sem lançamento de CD), Legião Urbana (cujo CD não tinha sido lançado), João Bosco, Gilberto Gil e Moraes Moreira. Aí vieram os Titãs e o Acústico ganhou muito mais visibilidade, com mais de 1,7 milhões de discos vendidos.
Os Titãs gravaram o Acústico nos dias 6 e 7 de março de 1997, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. O grupo já não contava mais com Arnaldo Antunes, mas este, um eterno Titã, fez participação especial na música "O Pulso". Tiveram mais particpações especiais: Marisa Monte em "Flores", Fito Paez em "Go Back" e Rita Lee em "Televisão". E é claro a participação mais que especial do nono Titã, o produtor Liminha nos violões.
Os Titãs acertaram a mão e deram uma passada na sua história até aquele momento. Estão lá músicas como "Comida", "Família", "Querem meu Sangue", "Diversão", entre outras. Também estão lá as "inéditas": "Os Cegos do Castelo", "Nem Cinco Minutos Guardados", "A Melhor Forma" e "Não Vou Lutar". Então vamos curtir esse super acústico!




O que dizer deste encontro de hoje? Rita Lee e os caras dos Titãs! Baita espetáculo!
Foi lá em 1998, no Acústico MTV que os Titãs dividiram as suas vozes com a mãe, rainha e consagrada Rita Lee. A canção escolhida para fazer jus ao encontro foi Papai Me Empresta o Carro, gravada originalmente no álbum Rita Lee (1979), mas que também foi conhecido como "Mania de Você".
A letra que traz uma súplica exagerada de um adolescente que deseja "fazer bonito" perante a namorada, ganhou arranjos e sintonias totalmente diversificadas, porém, não saiu daquele contexto onde ambos músicos abrilhantaram no encontro!
Chega de papo e confira você mesmo este encontro bacana entre a Rita Lee e os Titãs! E viva o Rock 80 Brasil!
 
 
 
Eles são mineiros, mas não são tão quietinhos quanto se pensa. Os meninos do Sepultura exportaram o metal brasileiro para o resto do mundo. E são fosse metal, eles trasnformavam em metal (longe de qualquer trocadilho).
Ainda na formação Max, Andreas, Igor e Paulo, os garotos do Sepultura resolveram atacar com a língua mãe. Quem estava acostumado com as palavras em inglês (talvez sem entender muita coisa) do grupo, pôde desfrutar do bom português na voz de Max com a música Polícia, dos Titãs.
De autoria do guitarrista Tony Bellotto, Polícia é quarta faixa do disco clássico dos Titãs Cabeça Dinossauro, de 1986, cantada por Sérgio Brito. Aqui, em um show de 1994, o Sepultura deixou mais "gritante" este clássico do rock brasileiro e também mudou algumas palavrinhas que não poderiam ser ditas em uma jardim de infância! E viva o Rock 80 Brasil!


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