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O guitarrista e compositor Augusto Licks apresentará “Do Quarto Para o Mundo” em Porto Alegre no dia 24 de setembro de 2016. A palestra interativa retorna à capital gaúcha ainda mais lapidada, desta vez no Centro Histórico-Cultural Santa Casa, localizado na região central da capital gaúcha. Destinado à estudantes, músicos iniciantes, e amantes de música em geral, o projeto é um momento raro e precioso para aprender e se emocionar, numa conversa enriquecedora com um dos maiores guitarristas de todos os tempos do cenário nacional.

Organizado pela Roma Produtora em parceria com a Liga Produção Cultural e com promoção da BD Divulgações, o evento oferece participações que podem ser adquiridas antecipadamente, a partir de R$200,00 no lote promocional de inscrições. Com vagas limitadíssimas para assegurar a qualidade dos conteúdos, a conversa terá um intervalo interativo para coffee break/lanche. Antes do início, em momento de confraternização individual com os participantes, Augusto Licks tirará fotos e dará autógrafos aos interessados.

Os conteúdos são divididos em duas partes: conceitual e prática. Informações e experiências são transmitidas, e perguntas são respondidas, tudo com profundidade, de maneira mais qualitativa do que quantitativa. Num clima intimista, Augusto Licks oferece um amplo cardápio de temas para que os participantes formulem suas perguntas.

"Do Quarto Para o Mundo":

Diferente de cursos, aulas ou oficinas convencionais, este workshop não se prende a aspectos técnicos da música, embora ofereça atalhos para uma melhor compreensão e utilização dos mesmos. A abordagem é mais ambiciosa: busca situar o hábito musical em relação a outros aspectos da realidade, partindo da afirmação desse hábito diante dos obstáculos que a vida em sociedade impõe. Daí o título, que descreve o caminho entre a intimidade (Quarto) e o conflito social (Mundo). Nem todos têm a música como uma coisa boa e tranquila em suas vidas, muitas vezes resultado de experiências negativas na família ou na escola. Além disso, os ambientes de convívio musical são repletos de situações conflituosas e desafiadoras. Questões existenciais somam-se então às variáveis técnicas e materiais de uma atividade musical. Entender melhor e conversar sobre isso pode proporcionar a um iniciante, por exemplo, uma oportunidade única de se familiarizar com situações que irá viver, tornando menos complicado o "caminho das pedras".

Muito mais do que um workshop, "Do Quarto para o Mundo" foi elaborado com a preocupação de evitar superficialidade e ao mesmo tempo não despejar excesso de informação. Isso só é possível graças à natureza não-virtual da atividade, que se estende por mais de quatro horas e meia para que os conteúdos possam ser tratados com profundidade, e também graças à interatividade. Augusto Licks dedica toda a segunda parte a responder perguntas. São então os próprios participantes que dão ênfase aos temas.

Como a gama de assuntos difere de uma edição para outra, "Do Quarto para o Mundo" funciona como um trem de conhecimentos, que se reabastece em cada cidade com a interatividade dos respectivos grupos de participantes. É uma experiência orgânica, que não se encerra na tarde de sábado: os participantes continuam ativos em um grupo fechado de rede social. Por lá, a conversa continua."Por onde passa, nosso trem levanta poeira, tempestade de ideias", comenta Augusto Licks. E por quê dar-se ao trabalho, qual a motivação para tudo isso ? "- Pra mim, é um ato de resistência contra o senso comum", responde o guitarrista.

Em todas as cidades onde "Do Quarto" já foi realizado, o tempo passou rápido tamanha a intensidade do bate-papo e a diversidade de assuntos, que por vezes incluem até temas polêmicos como drogas, religião, política ou futebol, deixando entre os participantes um gostinho de querer mais. "Quero esclarecer que, embora destinado àqueles que estão começando a fazer música ou ainda sonham com isso, o workshop abrange assuntos que podem interessar a qualquer pessoa que goste de música, pois são questões universais e existenciais, não apenas assuntos técnicos ou privilégio de poucos", enfatiza Licks.

Participantes:
A mais recente edição do Workshop “Do Quarto Para o Mundo” foi realizada em Curitiba, no dia 7 de maio de 2016. O evento contou com a presença de músicos iniciantes e fãs que se deslocaram de várias partes do País. Com sua conhecida guitarra Steinberger 06, a famosa "Loira" de tantas apresentações memoráveis, Augusto Licks tocou uma "palhinha" com trechos de músicas marcantes de sua carreira e também novidades do seu "Jardim Musical", muitas vezes levando os participantes às lágrimas. Admiradores e músicos classificaram a edição como inesquecível:

Fábio Adamczuk viajou de Erechim (RS) a Curitiba para participar do Workshop do guitarrista que acompanha há muitos anos. ”Foram duas noites dentro do ônibus, mas com certeza é uma experiência muito gratificante. Esse contato com o Augusto Licks, que continua fazendo parte da nossa vida e da música no dia a dia, acontecendo por um processo simples de poder discutir música é muito válido”, diz Fábio.

O participante Rafael Saugo, que também viajou de Erechim, descreveu o momento com o ídolo: “Nós viemos até aqui para ver e curtir esse Workshop que valeu muito a pena. Augusto Licks é um ícone e as músicas que nos proporcionou com o som de hoje fizeram parte da nossa ideologia enquanto espectadores e fãs que somos”, comentou.

Quer aprender sobre música conversando com um dos heróis da guitarra nacional? Venha participar deste esclarecedor Workshop e aprimorar sua forma de fazer e ouvir música.

Serviço: 
"Do Quarto Para o Mundo", workshop de Augusto Licks em Porto Alegre
Inscrições:https://www.sympla.com.br/augusto-licks-workshop-do-quarto-para-o-mundo-em-porto-alegre__79976
Valores: Primeiro Lote: R$220,00 (+ R$22,00 Taxa) ou sem taxas pelo
e-mail: contato@romaprodutora.com.br (somente depósito bancário).

Data: 24/06/2016
Local:  Centro Histórico-Cultural Santa Casa - Av. Independência, 75 - Bairro Independência, Porto Alegre – RS
Público-Alvo: Músicos, iniciantes ou não. Estudantes. Qualquer pessoa que goste de música.

Saiba mais pela página do Facebook: facebook.com/workshoplicks


Valdir Finoti - Especial para o blog Rock 80 Brasil

"Quando eu compus, fiz, 'Ouro de Tolo', uns imbecis me chamaram de Profeta do Apocalipse, mas eles só vão entender o que eu falei, no esperado dia do eclipse"
Era uma segunda feira de Sol normal como as outras, mas ele transformou aquele 21 de agosto de 1989, fazendo com que esta data ficasse gravada na mente e coração de uma legião de malucos seguidores do Raulseixismo, uma especie de culto indefinível.
O dia do Maluco Beleza como agora é conhecido, traz diversos eventos por todo o país, além da tradicional passeata que acontece todos os anos com saída em frente ao Teatro Municipal de São Paulo.
Falar de Raul Seixas com quem curti sempre foi prazeroso, mas falar principalmente com quem não gosta, o prazer é ainda maior.
Quem tem o Rock na veia e viveu o auge dos anos 80 sabe muito bem o que é isso, tendo em vista o cenário musical  que tentam nos empurrar goela abaixo.
Raul sempre andou na contramão dos enlatados que são colocados nas prateleiras das paradas do que chamam de  'sucesso' um pseudo sucesso.
Vinte e sete anos sem Raulzito e é comum ver cada vez mais jovens que nem eram nascidos quando ele se foi, curtirem suas músicas.
Como Raul disse em uma de suas canções ... "os homens passam e as músicas ficam". Mas Raul não passou, se eternizou com sua maluquez, estando presente em muitos palcos de outros artistas e praticamente em todos os bares onde sempre se ouve alguém gritar 'Toca Raul' ...
O Maluco Beleza sempre viveu anos a frente de sua geração e a genialidade nas entrelinhas de suas letras, sempre atuais, rompiam o silêncio da censura.
O barulho de suas músicas ensurdeciam as mentes de cabresto mas, por outro lado, Raul conseguiu com o seu rock, tirar as mordaças amargas de toda uma geração.
Se Luar é seu nome aos avessos, como ele dizia em outra canção, podemos afirmar que Raul não tem fim e isso, é só o começo. 
E se hoje é o dia do Maluco Beleza, então mais do que nunca Toca Raul...

Na última terça-feira, 16, o músico Humberto Gessinger lançou, por meio do Portal UOL, o clipe da versão acústica de "Faz Parte" - canção gravada originalmente no álbum "Minuano" (1997), dos Engenheiros do Hawaii.

Gravado no estúdio do Rio de Janeiro e com produção musical de Rafael Ramos, o clipe traz o músico em cenas divididas no piano, na gaita e no violão. E, além de ser uma versão singela, Gessinger contou ao UOL a importância de resgatar canções da sua trajetória.

"Queria tocar algumas músicas que passaram batido quando foram lançadas, o que costumam chamar de 'lado B', mas que ainda fazem sentido para mim", relata o multi-instrumentista. Confira a entrevista completa AQUI.

Já o vídeo clipe, logo abaixo:






Depois do super sucesso do álbum "Dois", da Legião Urbana, lançado em 1986, era hora da banda lançar um novo álbum em 1987. Pressão do sucesso, expectativa e mais alguns fatores fez com que a banda decidisse por aproveitar canções antigas, a grande maioria de autoria somente do Renato Russo e compostas na época do Aborto Elétrico e do Trovador Solitário, como "Que País é Este", "Conexão Amazônia", "Eduardo e Mônica", e outras. Mas no final entraram duas compostas para este álbum, "Angra do Reis", de Russo, Bonfá e Renato Rocha, e "Mais do Mesmo", de Russo, Bonfá, Rocha e Dado. E é o próprio Dado Villa-Lobos, no livro "Memórias de Um Legionário" (Ed. Mauad), escrito em parceria com  Felipe Demier e Rômulo Mattos, que conta uma história bem interessante envolvendo a "Angra dos Reis"
Parte (a maioria, pode-se dizer) das músicas da Legião primeiro é gravada a música para depois Renato por a letra. No caso de "Angra" não foi diferente. Gravados todos os instrumentos, o produtor-mor da Legião, Mayrton Bahia perguntou para Renato Russo da letra daquela música. Renato disse que não faria letra. Começou uma discussão no estúdio que se encerrou com Mayrton ameaçando não terminar o disco se aquela música não tivesse letra e Renato saindo furioso, batendo porta. Conseguem imaginar o clima?
No outro dia chega Renato Russo com um pedaço de papel cheio de frases. Ele dá para Mayrton e diz: "Aqui está a letra". Assim nasceu "Angra dos Reis". E a informação que consta é que Mayrton ainda guarda até hoje esse papel, que traz não só uma história como uma das letras mais lindas do nosso Rock 80 Brasil.  


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